Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STF decreta inconstitucional lei de SC que proibia cotas raciais em universidades

STF declara inconstitucional lei de Santa Catarina que proibia cotas raciais em universidades; decisão foi unânime entre dez ministros do STF

Com Lei de Cotas, mais pretos, pobres, indígenas e jovens de baixa renda optaram pelo ensino médio público. — Foto: Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • STF, por unanimidade (10 x 0), declarou inconstitucional a Lei Estadual de Santa Catarina que proibia cotas raciais e ações afirmativas no ensino superior público ou que recebe verbas públicas; voto do relator foi de Gilmar Mendes.
  • Julgamento ocorreu após o governo de Santa Catarina manter a lei suspensa; a proclamação do resultado ainda está pendente.
  • A norma proibía cotas com exceções para pessoas com deficiência, critérios exclusivamente econômicos e estudantes da rede pública estadual de ensino médio, prevendo multa por descumprimento.
  • A decisão atinge a Udesc, instituições associadas à Acafe e faculdades privadas que recebem verba pública, entre outras; suspensões e penalidades estavam previstas na lei.
  • Entidades e lideranças reagem: Udesc celebra o resultado; PSOL, UNE e Educafro ingressaram com a ação; o governo estadual e a Assembleia Legislativa divulgaram posicionamentos.

O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a lei de Santa Catarina que proibiria cotas raciais e outras ações afirmativas no ensino superior que recebe verbas públicas. A decisão foi unânime: 10 votos a 0, seguindo o voto do relator Gilmar Mendes. A norma foi sancionada em janeiro e mantinha multa para instituições que adotassem políticas de ingresso diferenciadas.

A ação foi movida por PSOL, UNE e Educafro, após a lei ser questionada no STF. O julgamento ocorreu após a sede, com a legislação estadual já suspensa no estado por decisão da Justiça local. O STF afirma que o entendimento deve orientar análises futuras sobre leis semelhantes.

Contexto jurídico

Mendes sustentou que a lei catarinense, ao proibir ações afirmativas, contraria decisões anteriores do STF que reconhecem a constitucionalidade de políticas de cotas. O voto aponta que o país incorporou normas internacionais que respaldam ações afirmativas, tornando a proibição inconstitucional.

A lei 19722/2026 proibiria cotas e outras ações afirmativas no ingresso em universidades públicas estaduais e em instituições privadas que recebam verbas estaduais. Exceções seriam vagas para pessoas com deficiência, critérios econômicos e estudantes da rede pública estadual de ensino médio.

A decisão do STF sinaliza que o padrão adotado pelo tribunal, ao menos até o momento, reconhece cotas raciais como instrumento de promoção da igualdade de oportunidades no ensino superior público. O tema volta a ser analisado em caso análogo no futuro.

Repercussões e próximos passos

O STF informou que aguardará a proclamação do resultado do julgamento para confirmar oficialmente o acórdão. Governadores, assembleias estaduais e instituições envolvidas devem ajustar-se à decisão.

O governo de Santa Catarina, a Alesc e a Udesc já indicaram que seguirão a determinação da corte. A Udesc destacou o compromisso com a democratização do acesso e com políticas de inclusão no ensino superior.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais