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STF derruba por unanimidade lei de SC que proibia cotas raciais nas universidades

STF derruba por unanimidade lei de Santa Catarina que proibia cotas raciais nas universidades, mantendo legado de ações afirmativas no país

Ministros sentados em semicírculo no plenário do Supremo Tribunal Federal, com público em bancos à frente. Parede de fundo tem crucifixo e brasão da República, e bandeira do Brasil está à esquerda.
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  • STF decidiu, por unanimidade, que a lei de Santa Catarina que proibía cotas raciais em universidades é inconstitucional (placar 10 a 0).
  • O julgamento ocorreu em plenário virtual e foi encerrado nesta sexta-feira, 17 de abril, com o relator Gilmar Mendes acompanhado pelos demais ministros.
  • Gilmar Mendes votou pela inconstitucionalidade da lei e teve o apoio de todos os colegas.
  • Os ministros que acompanharam o relator foram Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Luiz Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
  • A lei foi criada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e, segundo o governo, proibia cotas para ingresso e para contratação de docentes e outros profissionais.

O STF derrubou por unanimidade a lei de Santa Catarina que proibia cotas raciais em universidades estaduais. O julgamento, concluído nesta sexta-feira (17), terminou 10 a 0 pela inconstitucionalidade da norma sancionada em janeiro pelo governador Jorginho Mello (PL). A decisão já vinha sendo antecipada por votações anteriores na corte.

O plenário virtual, iniciado em 10 de abril, encerrou-se na manhã desta sexta. O relator Gilmar Mendes votou pela inconstitucionalidade e foi seguido pelos demais ministros. A defesa sustenta que a lei desrespeita a jurisprudência consolidada sobre ações afirmativas.

Ainda nesta quinta, ministros já haviam sinalizado entendimento favorável à derrubada. O decano do STF criticou a pressa do governo para aprovar a legislação sem avaliar impactos. A decisão foi unânime entre os títulos do tribunal.

A lei de Santa Catarina, proposta pelo deputado Alex Brasil (PL) e aprovada pela Alesc em 10 de dezembro, proibiu cotas em ingresso e em contratações de docentes, técnicos e outros profissionais. O governo alegou que a medida buscava meritocracia e justiça no acesso às universidades.

Na manifestação ao STF, a gestão de Jorginho Mello destacou que 81,5% da população catarinense se declara branca, contrapondo com 18,1% de pretos e pardos, segundo o governo, para sustentar a necessidade de políticas neutras. O tribunal, porém, manteve o entendimento de que ações afirmativas exigem avaliação de impactos.

Edson Fachin acompanhou o relator e reforçou que ações como cotas devem ter efeitos normativos vinculantes para a atuação estatal. O STF reiterou, assim, o compromisso com a promoção de igualdade e redução de desigualdades.

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