- A cidade de Nova York registrou 901 ferimentos por e-bike em 2025, um aumento de 41% em relação a 2024.
- Em 2024, foram registradas 17 mortes envolvendo e-bikes em Nova York, segundo o departamento de transporte da cidade.
- A Priscilla’s Law propõe registro de e-bikes e e-scooters com placas para facilitar a aplicação da velocidade máxima de 15 milhas por hora.
- Nova Jersey aprovou uma lei que exige licença, registro e seguro para usuários de e-bikes; entidades defensoras argumentam que isso cria encargos desnecessários.
- Grupos de defesa defendem investir em infraestrutura segura — ciclovias protegidas, maiores visibilidades e uso de câmeras — em vez de depender apenas de registro e licenciamento.
O aumento de ferimentos graves envolvendo e-bikes nos Estados Unidos tem levado hospitais, legisladores e organizações a buscar soluções. Dados recentes apontam um crescimento significativo de ocorrências, com foco em mortes e traumas causados tanto por atropelos como por colisões entre bicicletas motorizadas e pedestres.
Em Nova York, 17 pessoas morreram em acidentes de e-bike em 2024 segundo o departamento de transporte da cidade. Em 2025, a cidade registrou 901 ferimentos por e-bike, conforme a secretaria de Transportes, marcando alta de 41% em relação ao ano anterior. Médicos relatam aumento de atendimentos com traumas graves.
O debate público envolve diferentes caminhos para reduzir incidentes. Líderes de organizações de mobilidade defendem melhoria de infraestrutura, com faixas protegidas, calçadas e vias específicas para cada tipo de transporte, ao invés de regulações estritas sobre as próprias e-bikes.
Ao lado dessas propostas, surgem iniciativas de registro e licenciamento. A NYC E-Vehicle Safety Alliance defende leis estaduais que obriguem o registro de e-bikes e patentes, com a exigência de placas para facilitar fiscalização de infrações de trânsito, como o limite de velocidade de 15 mph instituído em 2025.
Na prática, a adoção de placas permitiria o monitoramento por câmeras de tráfego, segundo defensores, tornando mais fácil identificar condutores que desrespeitam regras. Críticos apontam que o registro pode criar entraves administrativas e custo adicional para a população.
Regiões fora de Nova York também discutem medidas parecidas. Em New Jersey, uma lei já exige registro, licença e seguro para e-bikes, medida recebida com objeções de organizações que avaliam impactos sobre usuários de baixa renda. Entidades comunitárias temem fiscalizações desiguais.
Entre apoiadores e críticos, há divergências quanto aos impactos sobre a segurança. Defensores de mudanças regulatórias ressaltam que a tecnologia, incluindo limites de velocidade e identificação, pode reduzir riscos sem depender exclusivamente de policiamento. Críticos repercutem que soluções devem priorizar infraestrutura.
Em outros mercados, cidades adotam ou estudam modelos variados. Em Toronto, a prefeitura avaliou registro de bicicletas, porém decidiu que a criação de uma burocracia ampla não seria eficiente. No entorno americano, o foco oscila entre fiscalização, tecnologia de controle e urbanismo seguro.
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