- A advogada Áricka Rosalia Alves Cunha nega ter difamado o delegado Christian Zilmon e foi presa por desacato em Cocalzinho de Goiás no dia 15 de abril, sendo solta após pagar fiança de 10 mil reais.
- Áricka afirmou, em entrevista à TV Anhanguera, que apenas divulgou o arquivamento de um boletim de ocorrência nas redes sociais e que não fez ataques a ele.
- O delegado sustenta que houve desobediência e disse que a advogada precisou ser algemada.
- A Ordem dos Advogados do Brasil informou que vai ajuizar ações por abuso de autoridade e protocolou comunicados à Corregedoria-Geral da Polícia Civil e à Secretaria de Segurança Pública.
- A Polícia Civil afirmou que as medidas necessárias para a apuração estão em andamento; a história ganhou repercussão nas redes, com críticas de figuras públicas como o ex-deputado Alexandre Frota.
A advogada Áricka Rosalia Alves Cunha foi presa em Cocalzinho de Goiás após divulgar nas redes sociais um boletim de ocorrência arquivado, segundo relato de autoridades. Ela nega ter difamado o delegado Christian Zilmon, que a deteve por desacato e a autuou neste miércoles, 15 de abril. Momentos depois, Áricka foi liberada mediante fiança de 10 mil reais.
Em entrevista à TV Anhanguera, a advogada afirmou que não mencionou o nome do delegado nem proferiu ataques pessoais. Alega apenas ter publicado o despacho que confirmou o arquivamento do procedimento. A defesa aponta que houve excesso no cumprimento da ordem de prisão.
O delegado Zilmon sustenta que a profissional desrespeitou ordens e que houve uso de algemas para assegurar a aplicação da lei. A Polícia Civil informou que as diligências para apurar o caso estão em andamento. A OAB informou ter acompanhado o episódio, destacando possível violação de prerrogativas.
A Ordem dos Advogados observa que houve invasão de escritório e prisão em flagrante após a divulgação de conteúdo relativo ao exercício da advocacia, o que pode envolver inviolabilidade do escritório e limites legais à prisão de advogados. Em Goiânia, o caso ganhou repercussão nas redes.
Em meio à controvérsia, a história ganhou desdobramentos online, com críticas públicas a Zilmon por parte de setores da sociedade. Um mês antes, Áricka já havia coletado assinaturas de moradores para obras de melhoria no município, ocorrência que aparece como contexto na esfera local.
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