- O presidente interino Geraldo Alckmin disse não haver decisão sobre a “taxa das blusinhas” e pediu para aguardar, durante visita a Valparaíso, em Goiás.
- Ele recuou do discurso anterior de apoio à cobrança, afirmando que ainda não há decisão sobre o tema.
- A ofensiva pela revogação ganhou força, com a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação conduzindo o debate dentro do governo.
- Ministério da Fazenda e Mdic permanecem resistentes à revogação, enquanto alguns membros do governo sinalizam possibilidade de mudança.
- A taxa, criada em agosto de 2024, aplica 20% de imposto para encomendas até US$ 50 e 60% para US$ 50,01 a US$ 3.000, com abatimento fixo de US$ 20; gerou R$ 5 bilhões em 2025 e R$ 1,28 bilhão no primeiro trimestre deste ano.
Geraldo Alckmin, presidente interino, não deixou claro nesta sexta-feira a posição do governo sobre a chamada “taxa das blusinhas”. Em Valparaíso de Goiás, ele afirmou que ainda não há decisão tomada e pediu que se aguarde novas sinalizações.
A cobrança, criada em agosto de 2024, aplica 20% de imposto sobre encomendas internacionais de até US$ 50 e 60% para itens entre US$ 50,01 e US$ 3.000, com abatimento fixo. A medida tem impacto relevante para consumidores das classes C e D.
Entre 2025, a taxa movimentou cerca de R$ 5 bilhões, e, no primeiro trimestre deste ano, registrou aproximadamente R$ 1,28 bilhão em arrecadação. O número reflete o desgaste político da medida junto a parte da base governista.
O recuo de Alckmin contrasta com falas anteriores. Na quinta-feira, ele havia defendido a necessidade de proteger empregos, sob a justificativa de manter custo de produção local menor que a alíquota.
A ofensiva interna no governo envolve setores de Secom e Casa Civil, que passaram a defender a revogação parcial ou total da taxa. O ministro José Guimarães afirmou que a revogação é uma possibilidade, sem que haja confirmação oficial.
Já o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, disse que a revogação poderia ocorrer, citando declarações anteriores do presidente Lula sobre a medida. Por outro lado, Fazenda e MDIC mantêm resistência à mudança.
A discussão segue sem definição formal, com o governo avaliando impactos econômicos e políticos. O envio de propostas está sujeito a debates entre diferentes ministérios e ao contexto político da administração atual.
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