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Debate sobre destituição de Trump ganha força nos EUA

Democratas e alguns republicanos discutem a 25ª Emenda para destituir Trump, com foco na capacidade de governar e riscos à segurança nacional

Trump compartilhou imagem feita com inteligência artificial em que aparece com vestes que lembram Jesus Cristo, abençoando um homem
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  • Democratas, com apoio de outros cinquenta democratas, defendem criar uma comissão para destituir Trump pela 25ª Emenda.
  • A discussão ganhou força após Trump ameaçar “exterminar uma civilização inteira” caso o Irã não recuasse, além de críticas a posts sobre o Papa Leão 14.
  • A 25ª Emenda, criada em mil novecentos sessenta e sete, define procedimentos caso o presidente não possa cumprir seus poderes; a quarta seção permite removê-lo por incapacidade.
  • Pessoas do espectro republicano também pressionam pela medida, como a ex-deputada Marjorie Taylor Greene e a comentarista Candace Owens.
  • Pesquisa Reuters/Ipsos aponta ceticismo público: cerca de quarenta e cinco por cento dos americanos consideram Trump mentalmente lúcido para governar.

O debate sobre a possível destituição de Donald Trump ganhou força nos EUA. Parlamentares democratas avaliam a aplicação da 25ª Emenda após Trump ter feito uma ameaça de exterminar uma civilização caso o Irã não recuasse, o que gerou críticas de juristas e da opinião pública. O tema ganhou ainda mais atenção com a gestão de arquivos nos processos ligados a Jeffrey Epstein e com ataques a o Papa Leão 14 nas redes sociais.

A 25ª Emenda, criada em 1967, prevê a remoção de um presidente que seja considerado incapaz de cumprir os poderes do cargo. A quarta seção é a base para uma eventual destituição, caso o vice-presidente e a maioria do gabinete consigam comprovar a incapacidade. Nunca foi invocada na prática.

O democrata Jamie Raskin propôs a criação de uma comissão para avaliar a afastamento de Trump, com o apoio de mais de 50 democratas. Além dele, há figuras da direita que defendem a intervenção constitucional para impedir Trump de governar, como a ex-congressista Marjorie Taylor Greene e a podcaster Candace Owens.

Independente da via constitucional, a opinião pública acompanha a discussão. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos indicou que 45% dos brasileiros consideram Trump mentalmente lúcido e capaz de enfrentar desafios, refletindo a percepção internacional sobre a aptidão do ex-presidente.

A discussão sobre impeachment já ocorreu no segundo mandato de Trump, mas não avançou no Congresso controlado pela bancada republicana, que também o absolveu em duas ocasiões no Senado. Em entrevista recente, Raskin alegou falta de apoio republicano para iniciar um processo de impeachment.

Analistas ouvidos pela DW destacam que a 25ª Emenda permanece uma opção política improvável a curto prazo. Com o Congresso dividido e a maioria republicana ainda ligada a Trump, há ceticismo quanto à efetiva aplicação da medida.

Especialistas ressaltam que, mesmo que a 25ª Emenda seja invocada, Trump pode contestar a alegada incapacidade com uma declaração em contrário. O cenário depende do alinhamento entre vice-presidente, gabinete e Câmara para que o Congresso vote a destituição.

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