- A eleição para ministro do Tribunal de Contas da União aconteceu na semana passada; Odair Cunha (PT) foi eleito pelo Congresso e o Senado referendou, após Soraya Santos (PL-RJ) abrir mão da candidatura, em acordo do PL apoiando Elmar Nascimento (União Brasil-BA).
- Soraya tinha o apoio de Michelle Bolsonaro, que lamentou publicamente o desfecho ao ver a colega desistir da disputa.
- Flávio Bolsonaro tentou articular a desistência de Soraya para fortalecer a candidatura de Elmar Nascimento, mas o movimento não teve efeito.
- Em outra tríade de acontecimentos, Michelle e os enteados voltaram a se envolver em desentendimentos envolvendo Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira, com troca de críticas e laterais ataques públicos.
- Em dezembro de 2025 houve disputa no Ceará entre correligionários: Michelle apoiou Eduardo Girão (Novo-CE) e os filhos apoiaram Ciro Gomes (PSDB-CE), gerando acusações de autoritarismo e, após reunião entre Jair Bolsonaro e o filho mais velho, houve retratação pública.
O Congresso elegeu, na semana passada, um novo ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), o que reacendeu um racha interno na família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, tentou influenciar a escolha de Soraya Santos, deputada pelo PL, para desistir da candidatura em favor de Elmar Nascimento, do União Brasil. A votação acabou escolhendo Odair Cunha, do PT, cuja nomeação foi referendada pelo Senado.
Soraya tinha o apoio da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, que sinalizou insatisfação com o desfecho ao comentar a retirada da candidatura nas redes. O episódio ocorreu no contexto de alinhamentos partidários e disputas internas pelo espaço no Legislativo, com impactos na relação entre aliados do PL e do governo.
O resultado da eleição para o TCU, porém, não refletiu o apoio previamente exposto pelo PL, levando a uma queda de expectativa entre Flávio e Michelle. A decisão favoreceu Odair Cunha, eleito pela Câmara e confirmado pelo Senado, em um procedimento que envolve integrantes de diferentes legendas.
Além do episódio do TCU, o noticiário recente registra desentendimentos anteriores envolvendo Michelle, Flávio e outros filhos do ex-presidente. A intervenção de Michelle na disputa entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira, em abril, é citada como exemplo de conflitos internos, com quedas de apoio público e reações nas redes.
No entanto, o foco de março a dezembro de 2025 teve outra linha de tensão. O encontro de Flávio e Eduardo nos EUA, para a CPAC, gerou desentendimentos sobre posicionamentos políticos e mensagens em redes sociais. A situação incluiu declarações de Eduardo e resposta de Bolsonaro, sob supervisão de medidas judiciais impostas a Jair Bolsonaro.
Em evento no Ceará, fim de 2025, Michelle tonou críticas a alianças do PL local, enquanto os filhos do ex-presidente apoiavam candidatura diferente, gerando atrito com a liderança familiar. Posteriormente, houve comentários de Flávio, Carlos e Eduardo, defendendo a necessidade de lealdade à condução do pai e ao grupo político.
A tensão interna levou a desdobramentos públicos entre membros da família, com retratações públicas entre Michelle e Flávio após encontros entre o ex-presidente e o filho mais velho. O episódio ilustra um padrão de disputas internas que acompanham a vida pública da família Bolsonaro, especialmente após a prisão do ex-presidente.
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