- A campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro realizou um ensaio fotográfico para reduzir o uso excessivo de imagens geradas por IA nas redes.
- A medida busca atualizar o acervo de fotos reais do senador e evitar desgastes com a Justiça Eleitoral.
- O ensaio foi feito em Brasília e mostra Flávio com roupas nas cores da bandeira do Brasil, incluindo a camisa da seleção brasileira em um trecho do material divulgado.
- O Tribunal Superior Eleitoral definiu regras para 2026, incluindo avisos explícitos em conteúdos com IA e a proibição de uso de voz ou imagem de candidatos em conteúdos produzidos por IA nas 72 horas que antecedem a eleição.
- Segundo o advogado eleitoral Alberto Rollo, as regras valem para o período de propaganda eleitoral, que começa em 16 de agosto, e podem se estender a conteúdos criados por apoiadores se enquadrarem como propaganda irregular.
Ao identificar uso excessivo de imagens geradas por IA por apoiadores, a campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro decidiu realizar um ensaio fotográfico. A medida visa atualizar o acervo de imagens reais do senador.
A equipe de campanha informou que muitas publicações nas redes utilizavam representações digitais em vez de fotos autênticas. O objetivo é reduzir o desgaste com a Justiça Eleitoral durante a campanha.
O ensaio foi realizado em Brasília e divulgado por meio de bastidores no perfil de Flávio no Instagram. Nas imagens, o senador aparece com roupas nas cores da bandeira do Brasil.
Entre as peças, há roupas verde, amarelo e azul, incluindo a camisa da seleção brasileira. A escolha reforça ligações com o clã Bolsonaro e com o espectro político de direita.
Regulamentação de IA nas eleições
A campanha busca evitar problemas com as normas que regem a propaganda eleitoral em 2026. O TSE divulgou regras com avisos de conteúdos criados por IA e proibição de uso de voz ou imagem de candidatos nas 72 horas anteriores à eleição.
O advogado Alberto Rollo explicou que as regras valem para o período de propaganda, que começa em 16 de agosto. Assim, imagens de IA divulgadas por apoiadores não devem causar infração imediata ao senador.
A orientação técnica aponta que as resoluções visam propaganda feita por candidatos ou partidos. Ainda assim, há possibilidade de interpretação que alcance o eleitorado e acabe classificada como uso indevido de meios de comunicação social.
Em caso de exagero por parte dos apoiadores, a atuação pode ser enquadrada como tentativa de burlar as normas eleitorais, segundo o jurista.
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