- Franklin Graham divulgou, na manhã de quinta-feira, um comunicado minimizando a reação negativa à imagem de Trump como Jesus, que foi removida em seguida.
- Graham afirmou que não acredita que Trump tenha se retratado conscientemente como Jesus; disse que o presidente reconheceu que as imagens geradas por IA geravam preocupações e apagou a postagem.
- No domingo, Trump publicou outra imagem dele sendo abraçado por Jesus em um pódio com a bandeira dos Estados Unidos; a legenda sugeria que Deus poderia estar “jogando a carta na manga” e Trump comentou que os “lunáticos da esquerda radical” podem não gostar.
- Graham aprovou a nova imagem e atribuiu as críticas a inimigos do presidente, dizendo que eles tentam fazer Trump parecer mal.
- A defesa de Graham ocorre enquanto há atrito entre Trump e o Vaticano sobre a guerra no Irã; Graham escreveu que espera que um representante da Igreja Católica agradeça a Trump pela defesa da liberdade religiosa.
Franklin Graham minimizou as críticas a uma publicação de Donald Trump que o retratava como Jesus, uma imagem gerada por IA. O evangelista e CEO da Samaritan’s Purse divulgou na manhã de quinta-feira uma declaração sobre o caso, que já havia sido apagado pelo perfil do presidente. A divulgação ocorreu após a controvérsia criada pela postagem e pela recente remoção do conteúdo.
Segundo Graham, Trump não se retratou conscientemente como Jesus e reconheceu que as imagens geradas por IA tinham potencial para incomodar. O líder religioso disse ainda que o presidente compreendeu as preocupações e apagou a publicação assim que ficou ciente delas.
A controvérsia começou no fim de semana, quando Trump publicou a retratação na rede Truth Social e, até o meio-dia de segunda-feira, já havia removido o post. Em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump explicou ter pensado tratar-se de um médico ajudando alguém e mencionou uma associação com a Cruz Vermelha, afirmou que havia um funcionário da instituição presente e que o conteúdo foi apagado por conta das dúvidas levantadas.
A imagem seguinte e o tom de apoio
Na quarta-feira seguinte, Trump divulgou outra imagem em que Jesus o abraça em um palanque diante de uma bandeira dos EUA. A legenda, publicada por uma conta associada à divulgação do conteúdo, sugeria a ideia de que Deus poderia estar agindo por meio dele. A publicação voltou a gerar elogios de apoiadores, mas também críticas de usuários que interpretaram a mensagem como ofensiva.
Ao tomar conhecimento dessas ações, Graham expressou apoio à decisão de Trump de publicar a nova imagem, afirmando que os críticos agem com moretas intenções. O pastor destacou ainda que muitos precisam ouvir Jesus para guiar decisões, reforçando sua visão de apoio ao presidente em questões de fé.
Contexto e vínculos com o Vaticano
A defesa de Graham ocorre em meio a desdobramentos sobre tensões entre Trump e o Vaticano, envolvendo debates públicos sobre a guerra no Irã. Em sua declaração, Graham indicou a esperança de que um representante da Igreja Católica encontre Trump para agradecer pelos esforços na defesa da liberdade religiosa.
Graham reiterou que não é católico, mas valorizou a defesa de Trump aos direitos religiosos de pessoas de diferentes crenças. O pastor é um aliado de longa data do presidente e tem sido figura constante na cobertura midiática das últimas semanas, especialmente após comunicações privadas entre ambos no período recente.
Fonte: Folha Gospel com informações de Evangelical Focus.
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