- O governador interino do Rio de Janeiro demitiu mais 93 servidores, totalizando 552 desligamentos (sendo 459 comissionados) em órgãos do Palácio de Guanabara.
- A medida visa reduzir gastos públicos, com economia estimada de R$ 10 milhões por mês.
- As exonerações atingem funcionários que disputaram eleições para vereador e foram remanejados para funções distantes de suas residências.
- O governo criou o “choque de transparência”, com auditoria ampla no Executivo estadual e revisão de contratos, que envolve mais de R$ 80 bilhões.
- O plano inclui reestruturação: recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil, e extinção de três subsecretarias da pasta.
O governo do Rio de Janeiro publicou neste sábado uma nova lista de demissões, resultando em 93 cortes adicionais na Secretaria de Governo e na Casa Civil. A decisão amplia o pente-fino já em curso sobre gastos públicos.
Ao todo, já são 552 desligamentos, dos quais 459 são comissionados. Parte das exonerações mira funcionários fantasmas, com a meta de economizar cerca de R$ 10 milhões por mês.
O grupo atingido neste levantamento inclui pessoas que disputaram vagas de vereador no interior e não foram eleitas. Muitos foram encaminhados para funções em cidades distantes de suas residências.
Pente-fino e transparência
O governo classificou as medidas como um choque de transparência, visando mapear contratos, revisar gastos e apontar responsáveis. O governador interino Ricardo Couto determinou auditoria ampla no Executivo estadual.
A auditoria abrangerá a administração direta e empresas públicas, com revisão de mais de R$ 80 bilhões em contratos ativos. Também está em estudo a recriação da Subsecretaria-Geral vinculada à Casa Civil.
Contexto político
Couto está na linha sucessória há pouco mais de um mês, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro. O então vice Thiago Pampolha já havia deixado o cargo em 2025 para atuar no Tribunal de Contas do Estado.
Outras opções para o governo foram cassadas ou afastadas. O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso por suspeitas relacionadas a ligações com frações criminosas e permanece inelegível até 2030.
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