- O governo do Rio de Janeiro demitiu 544 servidores em vinte dias, visando cortar cerca de 1,6 mil funções e economizar aproximadamente R$ 10 milhões por mês, com foco em funcionários fantasmas.
- Nesta sexta (18), uma nova lista de exonerações atingiu 93 nomes vinculados à Secretaria de Governo e à Casa Civil, intensificando o plano de reduzir 40% dos cargos comissionados dessas pastas.
- Houve reforma administrativa: foram extintas três subsecretarias da Casa Civil, incluindo Gastronomia e Ações Comunitárias; foi criada a Subsecretaria-Geral, a ser chefiada pelo procurador Sérgio Pimentel, ao lado do novo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman.
- Desde março, o governador em exercício já realizou nove nomeações estratégicas para órgãos como Cedae, Detran e Instituto de Segurança Pública, com Bárbara Caballero de Andrade à frente.
- O governo abriu auditoria em mais de 6,7 mil contratos ativos, totalizando cerca de R$ 81 bilhões, para mapear necessidades reais e cortar gastos desnecessários.
O governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, confirmou novas exonerações neste sábado (18). A lista atinge 93 nomes associados à Secretaria de Governo e à Casa Civil, ampliando a rodada de cortes iniciada há 20 dias. O objetivo é reduzir cerca de 40% dos cargos comissionados dessas pastas, segundo o governo.
Ao todo, já são 544 demissões em menos de um mês de gestão. A Administração trabalha com a proposta de eliminar aproximadamente 1,6 mil funções, com foco em funções cuja atividade é questionada, popularmente chamadas de fantasmas. Entre os atingidos, há servidores que disputaram eleições municipais no interior.
A medida também envolve reorganização administrativa. Três subsecretarias da Casa Civil foram extintas, incluindo Gastronomia e Ações Comunitárias. Em seu lugar, o governador criou a Subsecretaria-Geral, que ficará sob comando do procurador Sérgio Pimentel, ao lado do novo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, também procurador de carreira.
Reestruturação e mudanças estratégicas
Desde março, Couto nomeou nove gestores para áreas-chave, entre eles a Cedae, o Detran e o Instituto de Segurança Pública, com a supervisão de Bárbara Caballero de Andrade. A gestão classifica as ações como um choque de transparência sem precedentes para o estado.
Paralelamente, o Palácio Guanabara autorizou uma auditoria em contratos ativos. Ao todo são 6,7 mil contratos, com valores que somam cerca de 81 bilhões de reais, abrangendo a administração direta e empresas estatais. A checagem visa identificar responsabilidades e reduzir gastos desnecessários.
Em paralelo às exonerações, o governo tem promovido nomes técnicos para cargos estratégicos. Bruno Campos Pereira foi indicado para a Controladoria Geral do Estado, e Rafael Rolin assumiu a presidência da Cedae, conforme anúncio oficial.
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