- O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, exonerou mais de 90 servidores comissionados ligados à Secretaria de Governo.
- Em 20 dias de gestão, o total de demissões já chega a 544 cargos de livre nomeação.
- O plano de reestruturação mira reduzir cerca de quarenta por cento do quadro nas secretarias da Casa Civil e de Governo, com auditorias para identificar funcionários sem atividade.
- A expectativa é de economia de aproximadamente oito milhões de reais por ano com a redução dos cargos comissionados.
- O pacote também prevê reorganização administrativa, como a recriação da Subsecretaria-Geral da Casa Civil e a extinção de três subsecretarias, além de auditoria em mais de seis mil contratos ativos que somam cerca de oitenta e um bilhões de reais.
O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, exonerou neste sábado mais de 90 servidores comissionados da Secretaria de Governo. Em 20 dias de gestão, o total de demissões já chega a 544 cargos de livre nomeação.
A medida integra um plano de reestruturação nas secretarias da Casa Civil e de Governo, que juntas somam cerca de 4 mil servidores. A meta é reduzir em aproximadamente 40% o quadro, com foco também na identificação de possíveis funcionários sem atividade, os chamados fantasmas.
A economia prevista é de cerca de R$ 8 milhões por ano com a redução de cargos comissionados. O pacote envolve reorganização administrativa, incluindo a recriação da Subsecretaria-Geral da Casa Civil, que ficará sob comando do procurador do estado Sérgio Pimentel, além da extinção de três subsecretarias da Casa Civil e de suas estruturas.
As demissões foram formalizadas em edições do Diário Oficial entre os dias 16 e 18 de maio, com base em levantamentos internos.
Desde a sua nomeação interina em 23 de março, Couto já designou nove gestores para áreas estratégicas, como Casa Civil, Controladoria-Geral do Estado, Instituto de Segurança Pública, RioPrevidência e Cedae.
Paralelamente, o governo lançou o pacote denominado “choque de transparência”, que prevê auditoria em mais de 6,7 mil contratos ativos. Esses contratos somam cerca de R$ 81 bilhões e serão revisados para apurar gastos e responsabilidades nas contratações públicas.
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