- O senador Jon Ossoff, em comício em Augusta, Georgia, criticou Donald Trump, dizendo que uma guerra contra o Irã seria paga por jovens americanos e por cortes em serviços para as famílias.
- Ele afirmou que os 200 bilhões de dólares solicitados pela Casa Branca para a guerra no Irã poderiam financiar uma década de pré‑escola universal.
- Ossoff questionou as afirmações de Trump sobre a guerra, apontando uma sequência de declarações que mudaram ao longo do tempo.
- O senador disse que a guerra já provocou mortes de 13 militares e milhares de civis, elevou a inflação e prejudicou a reputação dos EUA.
- Ele acusou a família do presidente de enriquecer com recursos de príncipes estrangeiros e citou Jared Kushner como remunerado em dois bilhões de dólares pelo reino saudita, chamando o grupo de “mafia de Mar‑a‑Lago.”
O senador democrata Jon Ossoff participou de um comício em Augusta, na Geórgia, neste sábado, criticando a política de intervenção dos EUA no Irã defendida por Donald Trump. Ele afirmou que a guerra seria bancada por jovens do país e por cortes em serviços para as famílias.
Durante o discurso, Ossoff ironizou a previsão de Trump sobre o Iraque e relembrou promessas do perfil do líder, citando ataques às políticas de bem-estar social e à condução de guerras. O senador também atacou a suposta corrupção na família do ex-presidente.
Ele disse que o orçamento de 200 bilhões de dólares destinado ao conflito com o Irã poderia financiar, por uma década, um programa universal de educação infantil em tempo integral. Ossoff apontou que a guerra não foi aprovada pelo Congresso e que não houve explicação clara sobre o conflito.
Custos, consequências e alegações
Ossoff ressaltou que a guerra já resultou na morte de 13 soldados americanos e em milhares de civis, além de inflacionar preços e prejudicar a reputação dos EUA. Segundo o senador, o regime iraniano permanece intacto e o acordo com o Irã foi prejudicado pela decisão de Trump.
O orador também acusou Trump e a família de usar a Casa Branca para enriquecerem-se, destacando supostos contatos da família com recursos estrangeiros. Ele citou alegações sobre Jared Kushner e Ivanka Trump e mencionou reportagens que indicariam ações financeiras envolvendo o círculo próximo ao ex-presidente.
Ossoff classificou a operação como uma escalada de corrupção associada ao que chamou de “mafia de Mar-a-Lago”, enfatizando impactos na vida cotidiana, como custos de moradia, energia e saúde, além de questionar a ética de figuras próximas ao governo. O discurso foi recebido com aplausos e algumas vaias por apoiadores.
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