- A Justiça eleitoral do Peru informou que o resultado definitivo do primeiro turno deve sair na primeira quinzena de maio, cerca de um mês após as votações.
- A estimativa foi feita por Yessica Clavijo, secretária-geral do Júri Nacional de Eleições, que disse que os resultados são necessários para definir o segundo turno.
- Com 93,5% dos votos apurados, Keiko Fujimori tinha 17,1%, Roberto Sánchez 12% e Rafael López Aliaga 11,9%, com uma diferença de aproximadamente 13 mil votos entre o segundo e o terceiro lugar.
- A Justiça analisa mais de 5,2 mil atas impugnadas para definir o adversário de Fujimori no segundo turno, marcado para 7 de junho.
- A eleição tem sido marcada por falhas e denúncias de fraude, incluindo atrasos logísticos, prisões ligadas ao processo e caixas com cédulas encontradas no lixo; López Aliaga ofereceu uma recompensa de 20 mil soles por informações verificáveis sobre irregularidades.
A Justiça eleitoral do Peru informou neste sábado que o resultado definitivo do primeiro turno da eleição presidencial deverá sair na primeira quinzena de maio, cerca de um mês após a votação. O anúncio foi feito pela secretária-geral do Júri Nacional de Eleições (JNE), Yessica Clavijo, em entrevista à rádio RPP. A definição do pleito é essencial para a confirmação do segundo turno.
Segundo a avaliação, ainda serão analisadas mais de 5,2 mil atas com inconsistências ou irregularidades, o que pode influenciar o adversário de Keiko Fujimori no segundo turno, marcado para 7 de junho. Com 93,5% dos votos apurados, Fujimori aparece com 17,1% das preferências, Roberto Sánchez com 12% e Rafael López Aliaga com 11,9%. A diferença entre o segundo e o terceiro colocado é de cerca de 13 mil votos.
A eleição tem sido marcada por falhas logísticas e denúncias de irregularidades. A falta de urnas em alguns locais deixou mais de 63 mil eleitores sem votar no domingo, levando à prorrogação da votação até segunda-feira. O gerente de gestão eleitoral do Onpe, José Samamé Blas, foi preso após assumir a responsabilidade pelos atrasos e renunciar ao diretor do órgão.
Desdobramentos e denúncias
Além da prisão, o procurador do JNE, Ronald Angulo, apresentou uma queixa-crime contra o diretor do Onpe, Piero Corvetto, por falhas logísticas. Também houve denúncias envolvendo Juan Alvarado Pfuyo, representante da terceirizada Galaga S.A.C., e três funcionários do Onpe, incluindo Samamé. Em Lima, três caixas com cerca de 1,2 mil cédulas já processadas teriam sido encontradas no lixo, gerando novas controvérsias sobre o processo.
Entre na conversa da comunidade