- Lula afirmou, em Barcelona, que a esquerda se contentou em governar o neoliberalismo e, por isso, a direita passou a se apresentar como antissistema.
- O presidente disse que a esquerda abriu mão de políticas públicas em nome da governabilidade, tornando-se “o sistema” e abrindo espaço para a oposição se posicionar contra ele.
- Segundo Lula, a extrema direita capitalizou o mau estado das promessas não cumpridas do neoliberalismo, enquanto governos de esquerda teriam cedido espaço a programas.
- Ele pediu que os partidos de esquerda pratiquem a coerência e implementem os programas com os quais são eleitos, citando apoio de parte do público a pautas da esquerda mesmo entre quem não se identifica como progressista.
- Entre as pautas, o presidente mencionou educação de qualidade, saúde, política climática forte, meio ambiente rigoroso, trabalho digno, salário estável e apontou que a culpa não é de LGBT+ ou imigrantes, mas dos bilionários que concentram riqueza; ressaltou ainda a necessidade de uma luta global.
Na Espanha, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou da Mobilização Global Progressista, em Barcelona, neste sábado, 18. Ele afirmou que a direita passou a ocupar posição de anti-sistema, enquanto a esquerda, ao vencer eleições, acabou assumindo a gestão de políticas associadas ao neoliberalismo.
Segundo Lula, o campo progressista tornou-se o que ele chamou de “sistema” por ter priorizado a governabilidade em vez de cumprir plenamente compromissos programáticos, abrindo espaço para que vozes anti-sistema se façam ouvir.
A poucos meses de análises sobre promessas não cumpridas, o presidente ressaltou a necessidade de coerência entre o que é defendido e o que é implementado pelos partidos de esquerda. Ele enfatizou a importância de manter programas eleitos e ampliar ações públicas.
Lula apontou que a população busca melhoria concreta: educação de qualidade, atendimento hospitalar eficiente, políticas climáticas rigorosas e empregos dignos com jornadas equilibradas. A ideia é alinhar demandas sociais a políticas públicas consistentes.
Ao falar sobre críticas recebidas pela esquerda, o presidente afirmou que o problema não reside em minorias ou grupos específicos, mas na concentração de riqueza entre bilionários e no descasamento entre promessas e resultados.
O relato enfatizou ainda a necessidade de uma luta global contra a beligerância, destacando que o gasto com armas em conflitos é incompatível com metas de redução da fome, de acesso à energia e de saúde pública.
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