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Lula afirma que não podemos lidar com um presidente que ameaça o mundo

Lula defende que a ONU convoque reuniões extraordinárias para discutir o avanço de conflitos, criticando o veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva participa da 4.ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, na Espanha — Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula afirmou que a ONU não pode ficar silenciosa e pediu que o secretário-geral convoque reuniões extraordinárias para discutir o avanço dos conflitos, sem a necessidade de aval dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança.
  • Ele citou que, segundo ele, o ex-presidente Donald Trump invadiu o Irã e que isso aumenta o preço do feijão no Brasil, o milho no México e a gasolina em outros países.
  • O presidente disse que o mundo não precisa de guerra e que há muita gente em fome, sem energia elétrica e sem vacinas.
  • Afirmou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança devem se reunir para mudar o seu comportamento e não tomar decisões sem consultar a ONU.
  • Sugeri aos líderes presentes a inclusão no documento final do fórum de uma convocação para discutir a destruição do multilateralismo na ONU.

Em Barcelona, na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, Lula defendeu que a ONU não pode permanecer em silêncio frente aos conflitos globais e pediu reuniões extraordinárias convocadas por Guterres sem depender do veto dos membros fixos do Conselho de Segurança.

O presidente afirmou que o Conselho de Segurança, com China, França, Rússia, Reino Unido e EUA, costuma agir sem consultar a ONU, o que agrava tensões e impactos econômicos, como ele citou efeitos sobre o preço de alimentos e combustíveis.

Lula pediu que os cinco membros permanentes se reúnam para mudar o comportamento e, no documento final do fórum, sugeriu incluir uma convocação para discutir a destruição do multilateralismo na ONU, destacando que a força não deve prevalecer sobre a cooperação internacional.

Contexto

O discurso aconteceu durante o evento em Barcelona, que reuniu líderes e especialistas em defesa da democracia, com foco em frear tensões e promover canais de diálogo multilateral.

Ele ressaltou que o mundo não precisa de guerras, destacando problemas como fome, analfabetismo e falta de acesso a energia e vacinas, para justificar a necessidade de atuação diplomática mais efetiva.

Lula ainda apontou que ações unilaterais elevam custos globais, citando impactos indiretos em diferentes países, incluindo variações de preço de commodities e energia. A fala reiterou a defesa de um inquérito diplomático mais firme da ONU.

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