- Em Barcelona, na Espanha, Lula participa da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre.
- O presidente citou a condenação de Bolsonaro e de quatro generais pela trama golpista.
- Disse que “extremismo no Brasil não acabou” e que continuará na disputa eleitoral deste ano.
- Não mencionou nomes, mas fez críticas indiretas a Donald Trump, citando sua postura na guerra no Oriente Médio.
- Afirmou que decisões de líderes nas redes sociais, sem consultar a ONU, podem colocar o mundo em risco.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a condenação de Bolsonaro e de generais pela trama golpista durante discurso na Espanha neste sábado. O ato ocorreu em Barcelona, na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre. Lula usou tom eleitoral ao afirmar que o extremismo no Brasil persiste e segue disputando a eleição deste ano.
Ele destacou que houve uma condenação de um ex-presidente a 27 anos de cadeia e a prisão de quatro generais de alta patente, descrevendo-os como parte de uma tentativa de golpe. O pronunciamento foi feito no país europeu, em meio a críticas a gestões passadas no Brasil.
O discurso não mencionou nominalmente Jair Bolsonaro nem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ainda assim, Lula fez críticas indiretas a Trump ao comentar a atuação do líder americano na guerra no Oriente Médio e as ameaças de novos conflitos pelas redes sociais.
Segundo o petista, não se pode acordar todos os dias com o Twitter de um presidente ameaçando o mundo. Ele citou decisões tomadas sem consulta à ONU, à qual Trump e outros estariam vinculados como membros do conselho, sem detalhar casos específicos.
A fala ocorreu no contexto de um encontro internacional que reuniu representantes de democracias, com foco em reformas institucionais e defesa do Estado de direito. Lula repetiu que o combate ao extremismo é uma batalha contínua que o Brasil precisará enfrentar.
Não houve anúncio de novas alianças ou mudanças de posição, apenas críticas a gestões passadas e uma reiterada defesa de instrumentos institucionais para conter ameaças à democracia. A agenda externa do presidente inclui visitas e compromissos oficiais adicionais.
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