- Em viagem à Espanha, Lula disse que o extremismo no Brasil não acabou, apesar da prisão e condenação de envolvidos na trama golpista.
- Ele citou um ex-presidente preso (Jair Bolsonaro), condenado a 27 anos e três meses de cadeia, e quatro generais punidos por tentar um golpe de Estado.
- O comentário ocorreu durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, que reuniu líderes mundiais.
- Lula afirmou que o problema do multilateralismo é externo, não interno, defendendo ampliar os debates e críticas às estruturas da Organização das Nações Unidas.
- O presidente criticou gastos militares elevados e guerras, mencionando o Líbano, o Haiti e a necessidade de respeitar a escolha democrática dos povos.
Em viagem à Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, apesar da condenação dos envolvidos na trama golpista, o extremismo não acabou no Brasil. Ele disse que o extremismo continua vivo e pode disputar as eleições deste ano.
Lula mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e condenado a 27 anos de prisão, além de quatro generais de quatro estrelas punidos por tentativa de golpe de Estado. A referência foi indireta ao atual pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A fala ocorreu durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona. O encontro reúne líderes mundiais para debater a coordenação internacional em prol da defesa da democracia.
Debate sobre multilateralismo
O presidente afirmou que o problema não é interno, mas das Nações Unidas, defendendo ampliar os debates globais. Lula criticou gastos bélicos elevados e defendeu prioridades sociais, como combate à fome e descarbonização responsável.
Ele ressaltou que o mundo não pode gastar trilhões em armas enquanto há gente passando fome. Também pediu respeito às nações menos favorecidas e reagiu contra intervenções e guerras que afetam países vulneráveis.
Lula acrescentou que não se pode permitir o retorno de figuras que se consideram donos do mundo. O presidente disse que eleições devem respeitar a escolha democrática dos eleitores e reiterou o compromisso brasileiro com a defesa da democracia.
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