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Lula intensifica agenda para mulheres para manter apoio feminino

Lula amplia ações voltadas às mulheres para compensar a perda de vantagem entre eleitoras, conforme Datafolha

Lula ao lado da primeira-dama, Janja, durante sanção de leis protetivas às mulheres no Palácio do Planalto
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  • Lula intensificou ações voltadas às mulheres nos primeiros meses do ano, com mais de dez atividades públicas acompanhadas pela primeira-dama Janja.
  • Datafolha mostrou queda na vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro entre o público feminino, passando de empate técnico em abril (47% a 43%) para a comparação de março (50% a 37%) no cenário de segundo turno.
  • A influência de Janja é citada como fator para ampliar a presença do tema nas falas e na agenda presidencial.
  • Medidas anunciadas incluem o Pacto contra o Feminicídio entre os três Poderes, um pacote de leis de violência contra a mulher, decreto para aprimorar o Ligue 180 e o Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio.
  • O governo também sancionou a regulamentação da profissão de doula, realizou seminário sobre feminicídio para servidores e lançou ações no esporte, como propostas relacionadas à Copa do Mundo Feminina de 2027.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou ações voltadas às mulheres nos últimos meses, buscando manter o apoio desse eleitorado após dados do Datafolha indicarem queda da vantagem dele sobre Flávio Bolsonaro nessas primeiras semanas de 2026.

Entre seminários, cerimônias e medidas públicas, Lula tem atuado ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que passou a influenciar a agenda presidencial no tema. A atuação se estende a discursos e ações do governo voltadas ao público feminino.

A influência de Janja é destacada por auxiliares do Planalto, que apontam uma expansão da presença de pautas femininas na política pública e nos discursos presidenciais desde o segundo semestre do ano anterior.

Segundo dados do Datafolha de março, Lula tinha 50% do apoio entre as mulheres contra 37% de Flávio Bolsonaro, em cenário de segundo turno. Em abril, houve empate técnico: 47% para Lula e 43% para Bolsonaro, dentro de margem de erro de três pontos.

Entre as ações, o governo sancionou diversas medidas diretas ou indiretas a mulheres, como um pacote de três projetos de violência contra a mulher, com tornozeleira eletrônica para agressores e tipificação de feminicídio. Também houve decreto para aprimorar o Ligue 180 e o estabelecimento do Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio.

Neste mês, foi regulamentada a profissão de doula, responsável por acompanhar gestações e partos. Em fevereiro, houve seminário para servidores da Presidência contra o feminicídio, com participação de Janja e Lula em sessões específicas para mulheres e para homens.

O governo também tem promovido ações para a participação feminina no esporte, incluindo encaminhamento de projeto de lei sobre a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 e participação de mulheres em cerimônias oficiais.

Em eventos com campeões mundiais de futebol, houve divulgação de planos para ampliar a presença feminina no esporte, mas, segundo a organização, o troféu da Copa Feminina não chegou a tempo devido a problemas logísticos.

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