- Lula criticou Trump durante agenda na Espanha, responsabilizando-o pela guerra e pelo impacto inflacionário no Brasil e no mundo.
- A leitura da CNN aponta que o Palácio do Planalto atribui as consequências econômicas da guerra ao governo dos Estados Unidos.
- A estratégia busca fidelizar a base de esquerda, mas pode ter eficácia limitada para conquistar o eleitorado de centro.
- A relação entre Lula e Trump oscilou: aproximação na ONU e distanciamento em 2026, com discordâncias sobre regulamentação de minerais críticos e terras raras.
- Em relação a tarifas, uma comitiva brasileira voltou de Washington sem sinais positivos de evitar novas tarifas, enquanto negocia com o Departamento de Comércio.
Durante agenda internacional na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou Donald Trump pela guerra e pelo impacto inflacionário que ela provoca no Brasil e no mundo. Lula atacou o governo norte-americano durante o roteiro diplomático vigente, sem detalhar medidas específicas.
Segundo Caio Junqueira, analista de política da CNN, o Planalto tem adotado postura crítica a Trump, associando o conflito à alta de preços e aos efeitos econômicos no país. A leitura é de que a guerra influencia o cenário eleitoral interno, segundo o analista.
A relação entre Lula e Trump oscilou desde o início do governo brasileiro. Houve aproximação momentânea em encontros na ONU, com referências a uma possível química entre os líderes. Em 2026, porém, houve distanciamento, principalmente por discordâncias sobre minerais críticos e terras raras.
Impacto na política interna
A estratégia de apontar o governo americano pode consolidar apoio entre a esquerda, tradicional base de Lula, mas pode ter eficácia limitada junto ao eleitorado de centro, decisivo nas eleições. O centro é visto como crucial para ganhos eleitorais.
Especialistas indicam que a eleição brasileira tende a exigir apoio do centro, com parte relevante do eleitorado mantendo voto fluido. A leitura é de que o enfrentamento direto com Trump não representa garantia de vitória.
Medidas econômicas e tarifas
A comitiva brasileira esteve nos EUA para tratar de tarifas com o Departamento de Comércio. O tema envolve a possibilidade de retorno de tarifas, em conjunto com outros 59 países, após decisão da Suprema Corte dos EUA sobre decretos anteriores.
Junqueira afirma que o Brasil retornou das negociações sem sinais contundentes de evitar novas tarifas. A expectativa é de que as medidas possam impactar setores industriais e comércio externo do país.
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