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Marco legal do transporte impulsiona agenda estrutural para a mobilidade

Marco Legal do Transporte volta à Câmara para destravar cerca de R$ 400 bilhões em investimentos, ampliar governança e integrar redes metropolitanas

O Marco Legal do Transporte Público representa avanços relevantes, particularmente ao redefinir o papel da União na equação de sustentabilidade financeira do transporte público, diz a articulista
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  • O Marco Legal do Transporte Público (PL 3.278 de 2021) busca corrigir distorções de financiamento e governança para tornar redes mais integradas e sustentáveis.
  • O projeto mostra fragilidades do modelo que depende quase que exclusivamente da tarifa, com pouca participação de recursos públicos permanentes, e de coordenação entre municípios e estados.
  • Estudo do BNDES em parceria com o Ministério das Cidades aponta 187 projetos de transporte público de média e alta capacidade em 21 regiões metropolitanas com mais de um milhão de habitantes, totalizando cerca de R$ 400 bilhões.
  • O horizonte de implantação varia de 7 a 12 anos nas regiões simples e around 25 anos nas mais complexas, tornando a participação da União essencial para viabilizar os investimentos.
  • Os benefícios estimados incluem redução de cerca de 12% no tempo de deslocamento, prevenção de aproximadamente 250 mortes no trânsito por ano, evitações de mais de 3 milhões de toneladas de CO₂ e queda superior a 10% no custo por viagem.

O Marco Legal do Transporte Público tramita na Câmara dos Deputados como PL 3.278 de 2021, buscando corrigir distorções de financiamento e governança para viabilizar sistemas mais integrados e sustentáveis. A pauta volta ao centro do debate após interrupção recente na apreciação do projeto.

A mobilidade urbana é apresentada como tema estratégico, pois afeta produtividade, acesso a serviços, emissões e saúde pública. Dados apontam a necessidade de redes mais conectadas para reduzir deslocamentos e melhorar a qualidade de serviço.

O transporte público enfrenta dificuldades financeiras e operacionais, agravadas pela queda de usuários frente a apps de mobilidade e mudanças nos padrões de deslocamento. Subsubsídios tiveram crescimento regional sem coordenação eficaz.

Desafios de financiamento e governança

O modelo atual depende quase exclusivamente da tarifa paga pelo usuário, com pouca participação de recursos públicos estáveis. A ausência de transparência dificulta auditorias de receitas e a gestão do sistema.

A coordenação federativa ainda é frágil. Embora haja caráter metropolitano, a governança permanece fragmentada entre municípios e estados, o que compromete a integração entre redes.

O papel do Marco Legal

O projeto avança ao redefinir o papel da União na sustentabilidade financeira do transporte público. A ideia é alinhar responsabilidades à escala econômica e territorial, especialmente em regiões metropolitanas.

Estimativas do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana apontam cerca de 187 projetos de média e alta capacidade, nas 21 regiões metropolitanas com mais de um milhão de habitantes. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 400 bilhões.

Os *próximos passos* indicam prazos de implantação entre 7 e 12 anos nas regiões menos complexas, até 25 anos nas mais complexas. O volume exige participação federal para viabilizar o conjunto.

A implantação prevista deve trazer benefícios como redução de tempo de deslocamento, menos mortes no trânsito, queda de CO₂ e menor custo por viagem. Parcerias público-privadas podem acelerar a entrega dos projetos.

O Marco Legal não resolve sozinho os problemas do setor, mas estabelece bases para financiamento, governança, coordenação e transparência compatíveis com a escala necessária. Retomar a tramitação é visto como condição essencial para a agenda estrutural.

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