- Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, continua sem palanque definido para Lula e para Flávio Bolsonaro a menos de seis meses das eleições.
- Lula aposta no ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, que se filiou ao PSB, mas ainda não confirmou candidatura, deixando o cenário sob incerteza.
- No PL, há pressão entre apoiar o atual governador Mateus Simões (PSD), que segue o apoio a Romeu Zema, e uma possível aliança com Cleitinho (Republicanos), líder de pesquisas mas visto com desconfiança pela legenda.
- Outra opção para o PL é Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, que se alinhou ao partido para disputar o governo, mas tem pouca experiência política e base de votos destacável.
- O cientista político Murilo Medeiros destaca que Minas é campo de batalha com eleitorado volátil, sugerindo voto útil na direita para ampliar o projeto nacional de Flávio Bolsonaro.
A edição de VEJA mostra que, a menos de seis meses das eleições, Minas Gerais segue sem palanque definido para Lula nem para Flávio Bolsonaro. O segundo maior colégio eleitoral do país continua sendo um foco de negociação e incerteza política.
Lula aposta no ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, que se filiou ao PSB. Até o momento, Pacheco não confirmou candidaturа. Sem ele, o campo da esquerda em Minas fica fragilizado e sem uma referência clara.
Do lado do PL, a direção do partido encara três caminhos. O primeiro envolve o atual governador Mateus Simões, do PSD, que apoia Romeu Zema, do Novo, o que pode minar a aliança com Flávio Bolsonaro. Simões hoje não encontra apoio expressivo nas pesquisas.
Um segundo caminho envolve o senador Cleitinho, do Republicanos, que lidera as sondagens no estado, mas é visto com desconfiança por parte de lideranças do PL, por seu alinhamento ideológico fora da linha do partido.
Um terceiro caminho é o ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, já filiado ao PL e cogitado como possível candidato ao governo. Ele tem pouca experiência política e ainda não consolidou base de votos expressiva.
Contexto e desdobramentos
Para o cientista político Murilo Medeiros, da UnB, Minas é decisivo não apenas para a maioria presidencial, mas para definir trajetórias de voto entre eleitores locais. Em 2014, Aécio Neves perdeu no estado, ainda que tenha conseguido apoio em nível nacional, mostrando volatilidade regional.
Medeiros aponta que o cenário mineiro exige estratégia de voto útil para a direita, com foco na consolidação de palanques e na ampliação de votos para o projeto nacional de Flávio Bolsonaro. A estratégia, segundo ele, busca evitar que o estado vire terreno de fragilidade.
Entre na conversa da comunidade