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Oscar Schmidt tenta carreira política com apoio de Maluf

Oscar Schmidt, padrinho de Maluf, teve quase trinta e sete por cento dos votos válidos na disputa ao Senado por São Paulo em 1998, mas perdeu para Suplicy

Oscar Schmidit — Foto: Marcelo Theobald
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  • Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, morreu aos 68 anos nesta sexta-feira (17).
  • Iniciou a carreira política em 1997 pelo PPB (Partido Progressista Brasileiro) e foi secretário de Esportes da prefeitura de São Paulo, no governo de Celso Pitta.
  • Em 1998, disputou o Senado por São Paulo na chapa do padrinho político, recebendo quase 37% dos votos válidos (cerca de 6 milhões) e ficando atrás de Eduardo Suplicy.
  • Durante a campanha, defendia leis de incentivo fiscal ao esporte e a introdução de aulas de civismo e formação religiosa nas escolas.
  • Após a derrota, manteve posicionamento crítico à política e chegou a declarar apoio a Jair Bolsonaro, chegando a afirmar ter se arrependido de sua participação em 1998.

Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira aos 68 anos. O atleta havia entrado na política em 1997, visando um cargo público com o aval de Paulo Maluf e o rótulo de figura promissora do movimento ligado ao então PPB, hoje PP.

Em São Paulo, Schmidt foi nomeado secretário de Esportes pela gestão de Celso Pitta. Durante 27 anos atuou em projetos ligados ao esporte, até que, após pouco mais de um ano, deixou o cargo para concorrer ao Senado na chapa liderada por Maluf.

O candidato buscava atrair eleitores jovens para a pauta do malufismo e defender o que chamava de “PDM”, o Partido do Maluf. Em carreatas por todo o estado, o atleta distribuía bolas autografadas e recebia grande acolhida do público.

Entre as propostas, estavam leis de incentivo fiscal ao esporte e a obrigatoriedade de aulas de civismo e de formação religiosa nas escolas. Schmidt foi um novato na política, mas gerou grande comoção durante a campanha.

Disputa para senador por SP em 1998

Eduardo Suplicy (PT) liderou com 6.718.463 votos (43,07%). Oscar Schmidt, pelo PPB, ficou com 5.752.202 votos (36,87%). João Leite Neto (PTB) teve 2.300.545 votos (14,75%). Jooji Hato (PMDB) teve 299.178 (1,92%). Almino Monteiro Alvares Affonso (PDT) teve 161.093 (1,03%).

Fonte: Fundação Seade.

Ao longo da carreira, Schmidt se manteve ligado ao cenário público, inclusive manifestando apoio a governos e figuras políticas diversas ao longo dos anos, sem se deixar prender a um único rótulo. Maluf, por sua vez, manteve atuação pública até 2017, quando foi condenado pelo STF por crimes de lavagem de dinheiro, com perda de mandato.

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