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Padrão Mercosul: como serão as placas no Brasil após mudança proposta

Comissão avança com proposta de incluir estado, município e bandeira nas placas brasileiras do Mercosul, para facilitar a identificação de origem de veículos

Placa padrão Mercosul adotada no Brasil — Foto: André Paixão/G1
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  • Quatro países do Mercosul usam as placas padronizadas: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai; Venezuela está suspensa e Bolívia não adotou.
  • Uruguai foi o primeiro a implementá-las, em 2015; Argentina, em 2016; Brasil, a partir de 2018; Paraguai passou a usar o modelo a partir de 2024.
  • Visualmente, há semelhanças: fundo branco, faixa azul superior, identificação do Mercosul e QR Code; há variações na ordem de letras e números entre os países.
  • No Brasil, projeto de lei propõe voltar a ter o nome do estado e da cidade, além da bandeira da unidade federativa, nas placas.
  • O autor da proposta afirma que a mudança facilitaria a identificação da origem de um veículo em infrações ou crimes; o relator diz que reforçaria o pertencimento regional.

Desde 2014, membros do Mercosul podem adotar a placa veicular padronizada. Hoje, quatro dos seis membros usam o modelo: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Venezuela está suspensa; Bolívia não implementou as placas padronizadas. Cada país adotou o padrão em momentos distintos.

No Brasil, a implantação começou em 2018. A mudança foi obrigatória para veículos novos e para mudança de domicílio. O modelo brasileiro mantém a faixa azul, com o nome Brasil e o símbolo do Mercosul, além do QR Code de autenticação. A sequência é de três letras, número, letra e dois números.

No Uruguai, o início ocorreu em 2015, com a sequência três letras e quatro números para veículos particulares. O visual inclui a faixa azul com o nome do país, o símbolo do Mercosul à esquerda e a bandeira à direita, mais o QR Code. A diferença está na ordem de letras e números em relação ao Brasil.

Na Argentina, a adoção ocorreu em 2016. A placa mantém o padrão visual do bloco, com o país enfatizado na faixa azul e o QR Code. A novidade é a sequência AB 123 CD, escolhida para evitar formarem palavras.

No Paraguai, a padronização ocorreu a partir de 2024. O formato segue o visual comum: faixa azul com o emblema do Mercosul, bandeira nacional à direita e o QR Code. A diferença fica na ordem alfanumérica: ABCD 123 para automóveis e 123 ABCD para motos.

Brasil

A placa brasileira mantém o fundo branco e a faixa azul com o nome Brasil centralizado. O emblema do Mercosul aparece na lateral, junto ao QR Code. A sequência é ABC 1D23, com diferentes cores conforme a categoria do veículo.

Registra-se ainda a retirada, no passado, de marcadores com a bandeira ou brasão de estados, para reduzir custos. O modelo brasileiro não traz identificação de estado ou cidade.

Uruguai

O Uruguai iniciou a troca em 2015, priorizando veículos emplacados. O design segue o padrão com faixa azul, nome do país no centro e bandeira à direita. O QR Code facilita consultas sobre o veículo.

A diferença está na sequência: três letras e quatro números, formato ABC 1234, para veículos particulares.

Argentina

A Argentina mantém o formato AB 123 CD para evitar a formação de palavras. Visualmente, a placa traz a faixa azul com o país, o símbolo do Mercosul e o QR Code para acesso a informações do veículo.

Paraguai

O Paraguai adota o padrão com o formato ABCD 123 para carros e 123 ABCD para motocicletas. O conjunto visual inclui a faixa azul, o emblema do Mercosul e a bandeira nacional ao lado direito, com QR Code para consulta de dados do veículo.

Projeto de mudança no Brasil

Um projeto de lei, em comissão, propõe recolocar nos veículos o nome do estado e o município, além da bandeira da unidade federativa. A matéria foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara e segue para a Comissão de Constituição e Justiça.

O autor, senador Esperidião Amin, afirma que a medida facilita a identificação da origem de veículos em infrações, furtos e roubos. A proposta também prevê a volta do nome do estado e do município, bem como a inclusão da bandeira. O relator, deputado Hugo Leal, enfatiza valores culturais e a identificação regional.

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