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Peninha fica em silêncio em interrogatório gravado sobre evangélicos, diz polícia

Peninha fica em silêncio em interrogatório por vídeo sobre evangélicos; polícia avança com inquérito de intolerância religiosa e pode indiciar

Eduardo Bueno, o Peninha, afirmou que evangélicos não deveriam votar. (Foto: Ana Volpe/Agência Senado)
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  • Peninha, Eduardo Bueno, foi à delegacia de combate à intolerância de Porto Alegre na quarta-feira (15) para interrogatório e ficou em silêncio.
  • A Polícia Civil do Rio Grande do Sul abriu inquérito em fevereiro para investigar o comunicador por suposta intolerância religiosa, relacionado a um vídeo que questionava votos de pessoas de fé evangélica; o delegado Vinicius Nahan conduz o caso.
  • O policial informou que pretende concluir o inquérito e indiciar na próxima semana; o vídeo não aparece mais no canal Buenas Ideias devido a decisão judicial.
  • Em fevereiro, o deputado Leonardo Siqueira protocolou representação no Ministério Público de São Paulo pedindo apuração por discurso de ódio e intolerância religiosa; não há confirmação de tramitação até o momento.
  • Bueno é autor de mais de trinta livros e comanda o canal Buenas Ideias, com mais de 1,5 milhão de inscritos.

O escritor e youtuber Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, compareceu na quarta-feira (15) à delegacia de combate à intolerância de Porto Alegre para um interrogatório. O procedimento ocorreu no âmbito de um inquérito por suposta intolerância religiosa. O delegado Vinicius Nahan conduz a investigação.

Segundo o delegado, Bueno optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. O canal Buenas Ideias é alvo de apuração após um vídeo em que o autor sugere que pessoas de fé evangélica não deveriam votar. A polícia informou que a remoção do conteúdo ocorreu por decisão judicial.

O inquérito foi instaurado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul em fevereiro. A expectativa é de que o indiciamento seja formalizado na próxima semana, conforme o delegado Nahan. O vídeo não está mais disponível no feed do canal, segundo a polícia, por ordem judicial.

Contexto do caso

Em janeiro, Peninha indicou, em tom bem-humorado, que evangélicos não deveriam votar, citando um episódio de uma manifestação de Nikolas Ferreira. O autor afirmou que utiliza metáforas e exageros e que não houve intenção de uma orientação concreta.

A defesa do autor é representada pelo advogado Alexandre Wunderlich, que acompanhou o interrogatório. Não houve retorno da defesa para comentários até o momento desta edição. As informações sobre o andamento do inquérito são da Polícia Civil.

Histórico do debatedor

Antes da polêmica sobre evangélicos, Bueno já enfrentou críticas por celebrações em tom de celebração de mortes de figuras da direita. Em diferentes ocasiões, o jornalista também gerou repercussão por entrevistas e declarações públicas envolvendo personalidades políticas.

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