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Recortes de pesquisas revelam impactos para Lula e Flávio Bolsonaro

Recortes de pesquisas indicam Flávio Bolsonaro à frente de Lula em segmentos-chave, elevando a incerteza sobre a reeleição de Lula a seis meses das eleições

Lula x Flávio Bolsonaro
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  • Pesquisas divulgadas indicam cenário desafiador para Lula a seis meses das eleições, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente no segundo turno.
  • Recortes por gênero, renda, região e religião mostram queda de Lula e crescimento de Flávio entre dezembro de 2025 e abril de 2026.
  • Nordeste: Lula ainda lidera, mas caiu de 63% para 60%; Flávio subiu de 24% para 32%.
  • Sudeste: Lula caiu de 48% para 42%; Flávio avançou de 38% para 49%.
  • Evangélicos: Flávio subiu para 61% e Lula caiu para 30%; Católicos: Lula passou a 51% e Flávio, 41%.

O Datafolha e a Genial/Quaest indicam, com dados analisados pela reportagem do Metrópoles, que Lula enfrenta um cenário de desafio a seis meses das eleições. Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do petista em cenários de segundo turno.

A consolidação dessa tendência ocorre em meio a recortes por gênero, renda, região e religião, entre dezembro de 2025 e abril de 2026. Os levantamentos destacam movimentos relevantes entre eleitores considerados decisivos para a eleição.

Dados por segmento

  • Gênero: entre mulheres, Lula cai de 53% para 47%, e Flávio sobe de 35% para 43%. Entre homens, Flávio avança de 37% para 49%, enquanto Lula recua de 49% para 43%.
  • Renda: até 2 salários mínimos, Lula cai de 55% para 50%, e Flávio sobe de 32% para 41%. De 2 a 5 salários mínimos, Lula oscila para 43% e Flávio chega a 48%.
  • Regiões: Nordeste mantém Lula na liderança, mas cai de 63% para 60%; Flávio cresce de 24% para 32%. No Sudeste, Lula cai de 48% para 42% e Flávio salta de 38% para 49%.
  • Religião: católicos, Lula cai de 58% para 51%, Flávio sobe de 31% para 41%. Evangélicos mostram liderança de Flávio, que avança de 50% para 61%, com Lula em 30%.

Contexto da apuração

Entre dezembro e abril, o cenário foi influenciado pela agenda de oposição ao governo e pela percepção sobre a economia. Flávio passou a ampliar atuação parlamentar e articulou palanques pelo país após a oficialização da candidatura de seu pai, Jair Bolsonaro, em dezembro.

Dentro do PT, aliados dizem que os números refletem o momento atual, marcado por pressão econômica. Avaliam que o cenário pode mudar com medidas governamentais para conter impactos no custo de vida e na dívida das famílias.

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