- Milão recebeu um grande comício da direita europeia, com a participação de diversos líderes soberanistas, no sábado, 18 de abril de 2026.
- Salvini lamentou a perda de Orbán e criticou a imigração vinda principalmente de países islâmicos, repetindo o termo “remigração” em frente ao Duomo de Milão.
- A manifestação ocorreu a poucos metros, em paralelo, de uma passeata antifascista com milhares de pessoas, separadas por cordão policial.
- Além de Salvini, discursaram ou falaram por vídeo líderes como Jordan Bardella, Geert Wilders e Andrej Babiš, com Afroditi Latinopoulou também presente.
- O objetivo do evento foi defender posições de paz, trabalho e segurança, e pedir a suspensão de regras do Pacto de Estabilidade para enfrentar a crise energética ligada à guerra no Irã.
Vários milhares de pessoas se reuniram neste sábado em Milão para um comício organizado pelo vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini. O evento contou com a participação de diversos líderes europeus alinhados à direita, em meio a críticas à imigração, à segurança e às regras da União Europeia. O comício ocorreu diante do Duomo, marco simbólico da cidade.
Salvini reiterou a defesa das fronteiras e mencionou a derrota eleitoral de Viktor Orbán como referência, ao abrir o discurso. O ato repetiu durante a tarde o discurso de oposição a uma suposta onda migratória vindo principalmente de países islâmicos, segundo relatos dos organizadores.
Entre apoiadores, estavam figuras de partidos de direita europeus, como representantes franceses e holandeses. Também houve participação de convidados de governos de inspiração conservadora, alguns por meio de mensagens gravadas, com declarações que apontaram para a necessidade de mudança de políticas migratórias e de defesa da soberania nacional.
Contexto paralelo
Em Barcelona, líderes progressistas, incluindo o presidente espanhol Pedro Sánchez, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, seguiam em encontro separado, discutindo agenda diversa, com foco em cooperação regional e paz.
Em Milão, o discurso de Salvini seguiu com críticas ao chamado Pacto de Estabilidade da UE. O vice-primeiro-ministro pediu a suspensão de regras que, segundo ele, restringem políticas econômicas frente à crise energética associada a tensões internacionais, incluindo o Oriente Médio.
Desdobramentos políticos
Salvini afirmou que a Itália precisa de medidas mais ousadas para enfrentar a crise econômica, sem detalhar planos específicos. A agenda do evento enfatizou promessas de manter paz, trabalho e segurança, enquanto o governo italiano pressiona pela flexibilidade orçamentária com apoio de seus aliados na Europa.
O comício de Milão teve forte aparato policial para separar manifestantes contrários, incluindo associações antifascistas, que também realizaram protesto próximo ao local. A tensão entre as duas manifestações marcou o dia, em Milão e em Barcelona.
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