- A resistência precisa se unir, superar rupturas internas e reconhecer que o fascismo já está presente, tornando essencial agir com unidade.
- Para avançar, é preciso aparecer quando for desconfortável, dialogar com quem tem políticas imperfeitas e trabalhar com quem ainda está em construção.
- É vital enfrentar danos, criar estruturas de responsabilização e realizar reparação sem reproduzir o sistema carcerário.
- Movimentos na Califórnia já trabalham em acordos coletivos e estruturas de participação para manter decisões transparentes, comunicação aberta e responsabilidade compartilhada.
- Práticas de cura, círculos de etnia, treinamentos de responsabilização e liderança baseada em saberes ancestrais fortalecem a solidariedade, evitando que conflitos fragmentem as ações.
A movimentação de resistência lança um chamado à união em 2026. O objetivo é fortalecer coalizões contra o avanço do fascismo, superando disputas internas e construindo solidariedade real entre comunidades e organizações.
Diversos grupos em Califórnia operam para reduzir fracturas. O texto cita práticas de justiça transformativa, rituais e práticas corporais como ferramentas para tratar traumas, patriarcado e cultura organizacional, buscando reparar danos sem reproduzir o sistema carcerário.
No cerne, a mensagem aponta a necessidade de convivência com adversários políticos, diálogo com quem tem políticas diferentes e cooperação com quem ainda está em desenvolvimento, mantendo o foco no inimigo comum.
A abordagem enfatiza responsabilidade coletiva e estruturas de accountability. Além de evitar repetir falhas passadas, propõe acordos sobre decisões, comunicação e respostas a conflitos, além de votações transparentes.
Entre as ações descritas estão círculos de cura, treinamentos de responsabilização compassiva e programas de liderança pautados em saberes culturais. Tais iniciativas visam sustentar movimentos sem reproduzir abusos.
Outra linha aborda a implementação prática dessas propostas. São acordos de coalizão que orientam gestão de recursos, compartilhamento de poder e mecanismos de reparo, com vigilância contínua para evitar novas tensões.
O texto também destaca o papel de educadores e facilitadores que promovem a cura comunitária, conectando saberes indígenas a estratégias de transformação social. Tais práticas são apresentadas como infraestrutura de uma cultura revolucionária.
Por fim, o documento ressalta que adesão vem de pertencimento e ganhos tangíveis: moradia, alimento, segurança e empregos, além de reduzir violência policial, com ações locais de defesa e cuidado entre vizinhos.
What’s giving me hope now
Dois relatos destacam ações locais em Los Angeles. A participação em assembleias orçamentárias com organizações ligadas aos movimentos negros aponta para uma preferência por investimentos em pessoas, não na punição.
Outra experiência cita visitas a Cuba, com percepção de imperialismo estruturante. A partir disso, reforça-se a importância de manter a solidariedade internacional e a disciplina para agir coletivamente pela autodeterminação.
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