- Josh Owens, ex-produtor da InfoWars, descreve o trabalho sob Alex Jones como exaustivo e cheio de caos, incluindo viagens rápidas e consumo de vodka, segundo seu livro.
- No livro, Owens cita a promoção de teorias conspiratórias por Jones, incluindo a afirmação de que o tiroteio de Sandy Hook foi um hoax para defender controle de armas, prática que teria causado danos.
- Jones enfrenta uma condenação por difamação no valor de 1,5 bilhão de dólares; a venda da Infowars foi determinada pelo tribunal, mas o negócio ficou em compasso de espera após uma rejeição de falência.
- Mesmo com a controvérsia, Jones continua a transmitir e a vender produtos, mantendo a atuação da esfera Maga ativa.
- Owens, que relata ter sido deradicalizado com auxílio de outras pessoas, afirma que seu relato oferece uma mensagem de saída para quem busca deixar aquele universo.
Em entrevista ao Guardian, Josh Owens revela a rotina exaustiva de trabalhar para Alex Jones, fundador da InfoWars. Segundo ele, o chefe acelerava um Dodge Charger Hellcat, imitava referências de música e bebia vodka em excesso, criando um ambiente de caos constante. Owens descreve o período como intenso, porém marcado por sofrimento psicológico.
O livro de Owens detalha a defesa de Jones de teorias de conspiração, incluindo a afirmação de que o ataque à Sandy Hook em 2012 foi encenação para defender controle de armas. Jones enfrenta hoje uma condenação por difamação de 1,5 bilhão de dólares, após decisões judiciais ligadas às alegações sem base.
A disputa judicial levou à venda do Infowars, em processo de aquisição desde 2024 pela Onion após falência. Contudo, a oferta vencedora não foi confirmada pela justiça, mantendo a empresa em suspensão e o controvertido apresentador ativo na transmissão.
Owens afirma que trabalhar com Jones impactou profundamente sua vida, levando à deradicalização com apoio de terceiros. O autor diz que a experiência o motivou a contar a história de dentro desse universo, com o objetivo de oferecer perspectiva de saída.
No livro, o chefe é descrito como alguém centrado em sua liberdade pessoal, às vezes reflexivo e generoso, mas também capaz de agir de forma autodestrutiva. A narrativa ressalta que Jones questiona a própria imagem em alguns momentos, ainda que mantenha decisões que influenciam seguidores.
Ao longo do material, Owens analisa como Jones transformou teorias que, com o tempo, passaram a parecer mais aceitas entre certos públicos. O autor aponta que a audiência influencia o apresentador, que reage a comentários online e a chamadas de ouvintes durante as transmissões.
O ex-produtor sustenta que Jones não se afastou do espaço de influência mesmo após a desmonetização e a deplatforming. Segundo ele, o apresentador continua a produzir conteúdo, vender produtos e manter estruturas prontas para retomar atividades caso haja interrupções legais.
Entre na conversa da comunidade