- O juiz Taciano Vogado, presidente do Tribunal do Júri de Planaltina, encerrou o julgamento da maior chacina da história do Distrito Federal.
- O caso resultou na morte de dez pessoas da mesma família; o magistrado destacou o choque diante da brutalidade.
- As penas somam séculos de prisão para os líderes da chacina: Gideon Batista de Menezes, 397 anos; Carlomam dos Santos Nogueira, 351; Horácio Carlos Ferreira Barbosa, 300; Fabrício Silva Canhedo, 202; Carlos Henrique Alves da Silva, 2 anos em regime semiaberto.
- Vogado afirmou que o rito processual foi seguido e que a condenação representa uma resposta técnica das instituições, com respeito às garantias legais.
- Ele pediu à comunidade que preserve o respeito às famílias das vítimas e elogiou a força-tarefa da Polícia Civil e dos promotores que atuaram no caso.
O encerramento do julgamento da maior chacina da história do Distrito Federal ocorreu na noite de sábado (18/4) em Planaltina. O juiz Taciano Vogado, presidente do Tribunal do Júri, destacou a gravidade dos crimes que ceifaram 10 vidas de uma mesma família, ao concluir a sessão.
Ao endurecer o tom, o magistrado afirmou ter visto casos de grande repercussão, mas ressaltou que este foi particularmente impactante. Segundo ele, a decisão seguiu estritamente o rito processual e as garantias legais, mesmo diante da pressão pública.
Vogado enfatizou que a condenação representa uma resposta técnica e serena das instituições. Ele ressaltou a importância do respeito às regras do sistema judiciário para a legitimidade duradoura de decisões tão relevantes.
Penas recordes para os réus
Os réus receberam penas que somam mais de 1.280 anos de prisão, com as maiores chegar a 397 e 351 anos. Outros foram condenados a 300 e 202 anos, enquanto um quinto réu terá regime semiaberto por dois anos.
O juiz também dedicou parte de seu pronunciamento aos jurados, parabenizando a coragem cidadã de participar do veredicto. Agradecimentos foram dirigidos à equipe de investigação, à Polícia Civil e aos promotores envolvidos.
Ele reforçou a mensagem de que o desfecho deve ser tratado com respeito às famílias das vítimas. Ao encerrar a sessão por volta das 23h30, reiterou que a dor dos sobreviventes permanece irreparável, mesmo com a conclusão do processo.
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