- Lula participou da abertura da Feira de Hannover e destacou o Brasil como parceiro confiável em um cenário mundial de instabilidade.
- Elogiou o acordo Mercosul-Unidade Europeia, que entra em vigor provisoriamente em 1º de maio, com um mercado de quase setecentos e vinte milhões de pessoas e PIB de vinte e dois trilhões de dólares.
- Pediu que a UE leve em conta a matriz energética brasileira e citou afirmativas falsas sobre a sustentabilidade da agricultura do país.
- Ressaltou que criar barreiras ao biocombustível nacional é contraproducente do ponto de vista ambiental e energético, lembrando os choques de petróleo dos anos sessenta e setenta.
- Em agenda publicada, Lula manteve reunião privada com o chanceler alemão Friedrich Merz e partirá para Lisboa na terça-feira.
Às vésperas de a operação entre União Europeia e Mercosul entrar em vigor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a parceria entre os blocos e pediu que a matriz energética limpa do Brasil seja considerada pelas autoridades europeias. O discurso ocorreu durante a cerimônia de abertura da Feira de Hannover, na Alemanha, em que o Brasil é país-destaque deste ano.
Lula ressaltou a importância do acordo Mercosul-UE, que entrará em vigor de forma provisória no dia 1º de maio, e apontou benefícios como maior integração produtiva, crescimento do comércio e criação de empregos. O presidente afirmou que o acordo pode contribuir para reduzir custos de energia e favorecer a descarbonização, desde que haja reconhecimento dos diferenciais brasileiros.
Durante a fala, o chefe do Executivo brasileiro criticou a paralisia da Organização Mundial do Comércio e defendeu a necessidade de refundar a instituição para incorporar mais plenamente os interesses do Sul Global, assegurando legitimidade aos acordos multilaterais. O tom foi de defesa de um modelo energético mais limpo e de uma agricultura sustentável.
Antes da abertura oficial da feira, Lula manteve encontro privado com o chanceler alemão, Friedrich Merz. Ainda em viagem europeia, ele participa da Hannover Messe e tem programação para seguir a Lisboa na terça-feira (21).
A agenda acontece em meio a controvérsias sobre afirmações sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira e barreiras ao biocombustível. O presidente pediu que tais questões sejam tratadas com base em dados e no diálogo com parceiros, enfatizando a necessidade de políticas que conciliem proteção ambiental, segurança energética e competitividade.
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