- Lahaina, em Maui, foca na reconstrução para moradores locais, não para turistas, após incêndios de 2023 e recentes tempestades.
- Enchentes recentes deixaram ruas como rios, com deslizamentos e buracos, agravando a vulnerabilidade da comunidade.
- Câmara municipal aprovou, em dezembro, a eliminação gradual de aluguel por temporada (vacation rentals) até 2029 na ilha, para atender as famílias afetadas.
- Iniciativas locais, como Lahaina Community Land Trust e Kaiāulu Initiatives, buscam manter moradia e espaço comercial sob controle de residentes, fortalecendo vínculos comunitários.
- Grupos comunitários trabalham para apoiar imigrantes e moradores vulneráveis, com campanhas de direitos, rede de apoio e vigilância contra deportações, em meio a recentes declarações de desastre estaduais.
Após os graves incêndios de 2023, Lahaina segue buscando reconstruir a cidade para a comunidade local, diante de novas chuvas e ações de fiscalização migratória que impactam moradores. A mobilização comunitária avança como eixo central da recuperação, priorizando moradia e preservação cultural.
Duas grandes tempestades em março acompanharam a reconstrução, provocando inundações históricas e desabamentos de estradas em Maui. Em Lahaina, a lama derrubou casas, fechou vias e abriu deformação no terreno, com poços de água causados pela chuva intensa.
O movimento local Lahaina Strong tem atuação destacada na organização de moradores, diante de falta de respostas rápidas do governo. A atuação comunitária ganhou impulso após o pleito de 2024 que aprovou medidas para reduzir aluguel de curto prazo na ilha, com metas de destinação de moradias para residentes.
Prioridade: moradia para habitantes locais
A construção de moradia para quem ficou, em detrimento do turismo, ganhou impulso com a lei aprovada pela câmara municipal em dezembro. O plano prevê o fim gradual de 7 mil aluguel por temporada na ilha, até 2029 no oeste de Maui e 2031 no conjunto da ilha.
A iniciativa envolve a Lahaina Community Land Trust, que compra imóveis para revenda a moradores a preços acessíveis, mantendo a posse local. A organização também concede subsídios para reconstrução, ampliando o acesso à moradia estável.
Realinhando o desenvolvimento com a cultura local
Grupos como Kaiāulu Initiatives promovem zones de restauração ecológica com plantas nativas para recuperar terras degradadas por décadas de desvio de água. Outras entidades orientam a recuperação de Front Street, buscando respeitar a herança nativa hawaiiana e as necessidades da comunidade.
Desafios para grupos vulneráveis
Organizações dedicadas a imigrantes, como Tagnawa e Maui Roots Reborn, atuam para ampliar o acesso a informações sobre direitos e serviços de ajuda. Em Maui, operações de imigração têm gerado temor em parte da comunidade, com impactos na rotina de busca por apoio.
Profissionais de pesquisa destacam que a recuperação depende de ações locais contínuas, com foco em moradia estável, apoio social e proteção de direitos, especialmente para trabalhadores imigrantes e famílias de baixa renda.
Fatos recentes
Em março, o estado enfrentou novas chuvas intensas após os incêndios, agravando os danos já existentes. Em dezembro, autoridades locais e moradores firmaram compromissos para reduzir a dependência de turismo em favor da residência permanente. O governo federal também anunciou apoio emergencial.
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