- O senador Hamilton Mourão recebeu pela primeira vez, na sexta-feira, o ministro Jorge Messias, indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF).
- Mourão afirma que recebeu pedidos de diversas pessoas, desde ministros do STF e do STJ até generais, para conversar com Messias; ele atendeu a pedido de alguém muito querido, sem revelar quem.
- A conversa foi cordial, mas Mourão manteve o voto contrário ao indicado; Messias sabia da posição dele e afirmou buscar independência.
- O tema central discutido foi a crise institucional e o devido processo legal, com Mourão citando ainda as condenações ligadas aos ataques de 8 de janeiro, incluindo menções a Bolsonaro, Walter Braga Netto e a um empresário envolvido em financiar o transporte de manifestante.
- Mourão também disse ter se reunido com os outros indicados, Cristiano Zanin e Flávio Dino; Messias será sabatinado pelo Senado no dia 28 de abril. Na semana anterior, o ministro já havia eliminado da lista o senador Eduardo Girão.
Após o pedido de inúmeros contatos, o senador Hamilton Mourão abriu a porta para o ministro Jorge Messias, indicado por Lula ao STF. O encontro ocorreu na sexta-feira, 17 de abril, em Brasília, em meio a discussões sobre o papel de feared de instituições e sobre o andamento do processo de indicação.
Mourão, ex-vice-presidente e hoje senador pelo Republicanos do Rio Grande do Sul, confirmou ter conversado com Messias a pedido de diversas pessoas, incluindo autoridades de diferentes esferas. O parlamentar também manteve encontros com os outros indicados de Lula, Cristiano Zanin e Flávio Dino, para ouvir propostas e mensagens institucionais.
A conversa com Messias foi descrita pelo senador como cordial, mas ele manteve posição de voto contrário à indicação ao STF. Mourão disse ter abordado temas como a crise institucional e a proteção ao devido processo legal, enfatizando que Messias reconheceu a necessidade de neutralidade.
O diálogo também abordou questões por ataques ocorridos em 8 de janeiro, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro Braga Netto e um empresário ligado a financiamento de ações de vandalismo. Messias teria ouvido, segundo Mourão, sem se comprometer com posições.
Na prática, Mourão explicou que a visita teve caráter institucional, seguindo obrigação de considerar as indicações de Lula, mas mantendo sua posição pública anterior de voto contra Messias. O senador justificou a decisão pela coerência de seu posicionamento.
Sabatina e desdobramentos
A sabatina de Messias no Senado está marcada para o dia 28 de abril, mais de seis meses após a indicação para a vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A expectativa é de que o AGU tenha apoio suficiente para avançar no plenário.
Governistas manifestaram confiança de que Messias reúne apoio maior que o mínimo de 41 votos necessários para aprovação. O resultado depende de votos de aliados e de eventuais acenos de parlamentares indecisos durante a sabatina.
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