- A Prefeitura do Rio de Janeiro decretou a desapropriação do casarão onde viveu Carmen Miranda, na Travessa do Comércio, no centro, imóvel tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O decreto envolve o sobrado nº 13, onde a artista morou entre 1925 e 1931, e o imóvel vizinho, nº 19.
- O ato, publicado no Diário Oficial na terça-feira, declara o imóvel de interesse público para fins de renovação urbana e prevê que, após a incorporação ao patrimônio municipal, ele seja leiloado; o comprador ficará responsável por obras de recuperação, conforme edital.
- O Iphan informou que notificou o proprietário após o desabamento da cobertura e firmou termo de compromisso para reparos; o projeto de intervenção foi apresentado em março e aprovado, autorizando o início das obras, mas a responsabilidade de conservação permanece com o proprietário, independentemente da titularidade.
- A ação integra o programa Reviver Centro, alinhado ao Plano Diretor da cidade, que busca requalificar áreas centrais, estimular moradia e preservar patrimônio cultural, além de reativar o potencial econômico dos imóveis.
- A situação ainda envolve impasse sobre a recuperação do casarão, que permanece deteriorado, levantando dúvidas sobre o tempo necessário para uma solução definitiva; a prefeitura não respondeu até a publicação.
A prefeitura do Rio de Janeiro decretou a desapropriação do casarão onde viveu a cantora Carmen Miranda, no centro da cidade, para fins de renovação urbana. O imóvel será transferido ao patrimônio municipal e, depois, leiloado conforme edital a ser publicado. A medida integra o programa Reviver Centro.
O casarão, tombado pelo Iphan, está em estado de deterioração. Parte do telhado cedeu nos últimos anos, elevando a urgência de intervenções para evitar perdas patrimoniais. O decreto envolve o sobrado 13, onde a artista residiu entre 1925 e 1931, e o imóvel vizinho 19.
O Iphan informou que notificou o proprietário após o desabamento e firmou termo de compromisso para reparos. O projeto de intervenção foi apresentado em março e aprovado, autorizando o início das obras. O instituto reforçou que a conservação cabe ao proprietário, independentemente da titularidade.
Segundo o documento, a desapropriação visa facilitar a renovação urbana e introduzir os imóveis no fluxo de recuperação do Centro. Após incorporação ao município, os bens deverão passar por leilão, com o vencedor responsável por obras de recuperação conforme edital.
A iniciativa está alinhada ao Plano Diretor, que busca requalificar áreas centrais, estimular a moradia e preservar o patrimônio cultural, além de integrar imóveis ao entorno e ao dinamismo econômico local. A medida também ressalta a necessidade de revitalizar a área.
A prefeitura informou que não houve resposta imediata a um pedido de posicionamento feito por e-mail na tarde de sexta-feira. A história da residência permanece ligada à memória de Carmen Miranda, que viveu ali na juventude, quando a família mantinha uma pensão no local.
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