- O senador Jorge Seif propõe unificar alas do PL — Nicoletes, micheletes e bolsonaristas raiz — para apoiar Flávio Bolsonaro à presidência.
- A ideia veio depois de discussão em grupo de WhatsApp entre Seif e o deputado Nikolas Ferreira sobre pautar o veto ao PL da Dosimetria.
- Em entrevista ao Sala de Imprensa, do SBT News, Seif disse que o embate com Nikolas está superado, mas que eles não voltaram a conversar.
- Ele acredita que Flávio terá alianças com Progressistas, União Brasil, Republicanos e Novo, e que as legendas negociam espaço no governo em caso de vitória.
- Sobre a vice na chapa, Romeu Zema é citado como possibilidade; o PP pode indicar uma mulher do Nordeste, e há menção à ex-ministra Tereza Cristina, ainda que ela prefira o Senado.
O senador Jorge Seif (PL-SC) defende a união entre alas do PL para apoiar a eleição de Flávio Bolsonaro à presidência. A ideia surgiu em entrevista ao Sala de Imprensa, do SBT News, após uma conversa no grupo de WhatsApp com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o veto ao PL da Dosimetria.
Seif sugeriu que as facções apoiadoras de Nikolas, Michele Bolsonaro e o bolsonarismo raiz caminhem juntas, mesmo com disputas internas. Ele destacou que o embate com Nikolas ficou superado, mesmo sem a dupla ter retomado o contato desde o desentendimento.
Ele afirmou que, após as eleições, é comum divergências ficarem para trás para pensar no futuro do Brasil e evitar um eventual retorno do atual governo. Também afirmou que há disposição de alianças estratégicas para viabilizar a chapa de Flávio Bolsonaro.
Movimentação interna no PL
O senador, que é vice-líder da legenda, diz acreditar na participação de Progressistas, União Brasil, Republicanos e Novo na possível aliança. Segundo ele, os acordos ainda não foram anunciados formalmente, pois há negociação sobre espaço no governo em um eventual governo do PL.
Seif também sinalizou que o PSD tende a apoiar no segundo turno, apesar de já ter pré-candidato anunciando sua própria caminho. O PL mantém a expectativa ainda de negociar com a ex-ministra Tereza Cristina para compor como vice, caso haja interesse de ambas as partes.
Rumos, vice e perspectiva eleitoral
Sobre o nome da vice, o senador mencionou a possibilidade de indicar Romeu Zema, ex-governador de Minas, mas citou a chance de o PP apresentar uma mulher do Nordeste. A ex-ministra Tereza Cristina também aparece como possibilidade, ainda que tenha interesse em disputar o Senado.
A leitura dele é de que a polarização entre Flávio Bolsonaro e Lula tende a se manter; não haveria espaço para uma terceira via. A estratégia, segundo Seif, é ampliar apoios para consolidar a chapa de Flávio.
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