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Starmer teria bloqueado Mandelson por falha de avaliação, dizem ministros

Ministros dizem que Starmer teria barrado Mandelson por falha no vetting da indicação ao embaixador dos EUA

Lord Mandelson has short grey hair swept to one side and is wearing black-rimmed glasses. He has a dark blue jacket on and white and blue striped shirt underneath
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  • Ministros dizem que Sir Keir Starmer bloquearia a nomeação de Lord Mandelson como embaixador dos EUA caso soubesse da falha na verificação de segurança.
  • Downing Street afirmou que sinais vermelhos no processo de verificação não foram comunicados pelo Foreign Office ao governo.
  • A secretária de Tecnologia, Liz Kendall, afirmou que Starmer foi informado de que Mandelson havia recebido status de verificação desenvolvido e, se soubesse que não havia sido aprovado, não o nomearia.
  • A oposição exige a renúncia do premiê, e Starmer deve responder a perguntas dos MPs na segunda-feira; o ex-secretário de Estado, David Lammy, disse que Starmer não teria nomeado Mandelson se soubesse da falha.
  • O episódio levou à demissão de Sir Olly Robbins e a discussões sobre o uso de uma “priority clearance” para Mandelson, com Cooper afirmando que verificações completas foram realizadas apesar do andamento acelerado.

Sir Keir Starmer teria bloqueado a nomeação de Lord Mandelson como embaixador do Reino Unido nos EUA caso soubesse que o processo de verificação de segurança não havia sido concluído com sucesso, segundo ministros. A informação surge após revelações de que a nomeação ocorreu apesar de sinais de alerta não comunicados pelo Ministério das Relações Exteriores à Casa Civil.

A pasta da Tecnologia, representada pela secretária Liz Kendall, informou à imprensa que Starmer foi informado de que Mandelson havia obtido o status de verificação desenvolvido e, se soubesse da falha na verificação, não teria aprovado a nomeação. A afirmação foi veiculada na imprensa britânica durante a programação dominical de entrevistas.

Starmer deverá enfrentar perguntas em plenário nesta segunda-feira sobre o processo, após críticas de partidos de oposição que destacam alegações de que o Parlamento foi enganado quanto aos devidos trâmites. A oposição exige esclarecimentos formais sobre as informações repassadas anteriormente.

Contexto e reações

Deputado-mirim David Lammy, na época secretário de Relações Exteriores, disse não ter sido informado sobre a verificação de Mandelson e reiterou que, se soubesse, não teria autorizado a nomeação. Lammy também comentou a saída do secretário de Estado mais antigo, Olly Robbins, citando pressão de tempo no Foreign Office.

Segundo a secretaria de Cooperação Externa, Yvette Cooper, Mandelson recebeu uma autorização de prioridade, porém as checagens completas teriam sido realizadas ainda assim. Cooper informou que o processo foi acelerado com vistas a disponibilizar o embaixador próximo ao retorno de Donald Trump à Casa Branca.

Reagentes políticos de oposição criticaram o episódio: o líder da oposição, Alex Burghart, atribuiu responsabilidade ao primeiro-ministro; o líder do Liberal Democrats, Sir Ed Davey, classificou o erro como um julgamento falho em várias frentes. Na visão de analistas, o episódio tende a manter a pressão sobre o governo nos próximos dias.

Outros membros do governo destacaram que houve dificuldades institucionais, com mudanças na chefia do Foreign Office e questionamentos sobre prazos e comunicação entre ministérios. A comissão de Relações Exteriores deve ouvir novas informações em breve para esclarecer o fluxo de informações entre os departamentos envolvidos.

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