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Brasil enfrenta crise de representatividade que remete a 2012, diz RenovaBR

Fundador do RenovaBR afirma que crise de representatividade volta a lembrar 2012, com independentes atropelados pela polarização entre Lula e Bolsonaro

Empresário Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR
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  • Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR, afirma que o Brasil vive crise de representatividade semelhante à de 2012, com descrença no processo eleitoral.
  • A polarização entre Lula e Jair Bolsonaro seria responsável por atropelar candidaturas de centro e independentes.
  • Existe sentimento de desinformação e medo de participar da política, destacando a necessidade de oxigenação do sistema.
  • Também há preocupações com corrupção no Judiciário, além do impacto da inflação e do endividamento das famílias.
  • O RenovaBR, maior escola de formação política do país, aponta que temas como violência urbana e endividamento devem ficar no centro do debate nas eleições de outubro.

Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR, afirmou à Coluna do Estadão que o Brasil vive uma crise de representatividade semelhante à de 2012, com descrença no processo eleitoral e dificuldade de entrada de novos quadros na política. Segundo ele, o país volta a enfrentar resistência ao engajamento cívico e à renovação de lideranças.

O empresário sustenta que a polarização entre Lula e Bolsonaro atropela candidaturas de centro e desencoraja independentes, que poderiam atuar como força dominante. Para ele, há medo e descrença que freiam a participação de novos agentes no cenário político.

Mufarej aponta ainda que a política se tornou mais hegemonista, dificultando a oxigenação necessária. Sem espaços para quem não abraça as duas candidaturas, afirma, fica difícil ampliar o leque de propostas e de representatividade.

No debate, o fundador menciona a desconfiança de eleitores em relação ao Judiciário, associada a percepções de corrupção, bem como a alta dívida familiar e a inflação que reduziram o poder de compra. Ele vê esse conjunto como tema central para as eleições de outubro.

Além disso, o executivo destaca impactos da atuação externa na política brasileira, citando a referência a intervenções de atores internacionais durante o pleito anterior. Segundo ele, o efeito externo tende a ser mais negativo do que positivo para a agenda interna.

Sobre o RenovaBR, Mufarej afirma que a organização continua a atuar como formadora de lideranças políticas. O objetivo é incentivar a participação cívica, sem prometer resultados garantidos, e manter o foco na qualidade dos participantes e no debate público.

A visão do RenovaBR, segundo o fundador, é que a política deve estar aberta a diferentes perfis. Ele relembra a ideia de renovar o Legislativo com pessoas qualificadas, buscando melhorar o impacto das políticas públicas e do debate estratégico no país.

Entre os formados pelo RenovaBR, Mufarej cita deputadas, senadores e prefeitos que já passaram pela instituição, destacando a presença de lideranças em diferentes estados. O objetivo é ampliar o leque de opções para os eleitores e ampliar a participação cidadã.

A Coluna do Estadão veicula a entrevista completa com trechos que tratam da crise de representatividade, da polarização, da relação entre Judiciário e sociedade e do papel da formação política na renovação institucional. Fontes: Coluna do Estadão e RenovaBR.

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