- A sentença condenou cinco réus na maior chacina da história do Distrito Federal; as penas somam mais de mil anos de prisão.
- Familiares reagiram com emoção: uma irmã afirmou que “foi feita justiça”, embora a dor permaneça.
- A idosa Antônia Lopes de Oliveira disse que a punição não repara todo o dano causado, expressando a sensação de justiça incompleta.
- O juiz Taciano Vogado destacou que a decisão seguiu os limites constitucionais e observou garantias processuais.
- Os condenados retornaram à Penitenciária da Papuda, onde permanecem em celas separadas, aguardando a execução das penas.
A condenação de cinco réus pela maior chacina da história do Distrito Federal foi proferida no Tribunal do Júri de Planaltina na noite de sábado. A leitura da sentença ficou marcada por reações emocionais de familiares, que enxergaram o desfecho como justiça, mesmo diante da dor que persiste. O júri determinou penas que, somadas, ultrapassam mil anos de prisão.
Entre os familiares, houve relatos de alívio e de que o desfecho não devolve as vidas perdidas. Alguns assistiam ao veredito em casa, por não suportarem acompanhar o momento no fórum. A leitura, porém, evocou perguntas sobre a diferença entre as punições aplicadas a cada réu.
Resposta da justiça
O juiz Taciano Vogado ressaltou a magnitude do caso e afirmou ter observado garantias processuais plenas. Segundo ele, a decisão foi tomada dentro dos limites constitucionais, encerrando a sessão por volta das 23h30. Promotores destacaram a cooperação entre órgãos para a acusação.
O que ficou decidido
Os cinco condenados são Gideon Batista de Menezes, Carlomam dos Santos Nogueira, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva. As penas somadas chegam a mais de mil anos, com Carlos Henrique recebendo dois anos em regime semiaberto.
Repercussão
Familiares das vítimas expressaram sentimentos distintos. Enquanto alguns afirmaram que houve justiça, outros criticaram a discrepância entre as penas. Também houve registro de indignação entre moradores que acompanharam o caso na região de Planaltina.
Linha do tempo do julgamento
O julgamento começou em 13 de abril com a seleção de jurados. Nos dias seguintes houve oitivas, perícias e depoimentos. Em 18 de abril houve votação secreta que resultou na leitura das condenações pelo juiz. A defesa e o Ministério Público apresentaram seus argumentos ao longo do processo.
As sentenças
- Gideon Batista de Menezes: 397 anos e 8 meses de reclusão.
- Carlomam dos Santos Nogueira: 351 anos e 1 mês de reclusão.
- Horácio Carlos Ferreira Barbosa: 300 anos e 6 meses de reclusão.
- Fabrício Silva Canhedo: 202 anos e 6 meses de reclusão.
- Carlos Henrique Alves da Silva: 2 anos de reclusão (regime semiaberto).
Os cinco réus permanecem em celas separadas no Complexo Penitenciário da Papuda, aguardando o cumprimento das penas.
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