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Desembargadora crítica corte de penduricalhos e alerta sobre regime de escravidão

Desembargadora do Pará reclama de cortes em penduricalhos e afirma que mudanças podem levar magistrados a regime semelhante ao de escravidão, durante sessão

Desembargadora do Pará Eva do Amaral Coelho critica corte de penduricalhos nos rendimentos dos magistrados durante sessão em 9 de abril
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  • Desembargadora Eva do Amaral Coelho criticou, durante a sessão da 3ª Turma de Direito Penal do TJ do Pará, o corte de penduricalhos nos rendimentos dos magistrados estabelecido pelo STF em março.
  • Ela afirmou que, em breve, os juízes poderão estar no “rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão” e que há uma narrativa de que “querem ganhar muito sem fazer nada”.
  • Eva afirmou que as narrativas colocam juízes como vilões e que não há proteção adequada aos magistrados, destacando o esforço com horas extras e fins de semana sacrificados.
  • A reportagem não conseguiu contato com a magistrada nesta segunda-feira (20); nem com representantes do TJ-PA, após tentar por e-mail e telefone.
  • Eva, de 73 anos, ingressou no cargo de desembargadora em 2020; conforme a folha de pagamento do TJ, recebeu em março R$ 91,2 mil líquidos.

Uma desembargadora do Pará criticou, durante uma sessão, o corte dos penduricalhos pagos a magistrados, com menção de que as mudanças promovidas pelo STF podem colocar a magistratura em posição de risco financeiro. A discussão ocorreu em 9 de abril, na 3ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará, e foi relatada na cobertura local. Não houve contato com a magistrada nesta segunda-feira para a produção desta nota.

A crítica se deu em reação aos novos limites, anunciados em março, que reduzem o benefício a 35% do salário de ministros do STF. A magistrada afirmou que os penduricalhos seriam vistos pela população como privilégios, destacando que, ao mesmo tempo, muitos magistrados trabalham longas horas, com fins de semana sacrificados. Segundo relatos, ela citou a cobrança de impostos e dificuldades para pagar contas como impactos sobre a população.

Sobre o perfil da magistrada, Eva do Amaral Coelho tem 73 anos, foi aprovada em concurso na década de 1980 e tornou-se desembargadora em 2020. De acordo com a folha de pagamento do TJ, ela recebeu, em março, rendimento líquido de cerca de R$ 91,2 mil. A reportagem tentou contato com o TJ do Pará por e-mail e telefone nesta segunda-feira, sem sucesso, nem com a própria magistrada nem com representantes da corte.

Contexto sobre os limites aos penduricalhos

A medida que gerou o debate altera benefícios de magistrados de todo o país e é alvo de críticas entre profissionais da área. A pressão pública sobre a remuneração do Judiciário é tema recorrente e motivou debates sobre transparência e critérios de reajuste. A defesa dos cortes sustenta que os valores não são compatíveis com cenários econômicos, enquanto críticos apontam impactos no funcionamento da justiça e na motivação de servidores.

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