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Direita e Centrão buscam controle do Congresso na corrida presidencial

Dirigentes do PSD e do PL pressionam por maior bancada no Congresso para influir no orçamento e na agenda, em meio à corrida presidencial

Gilberto Kassab, do PSD, e Valdemar Costa Neto, do PL, montam estratégias para as eleições 2026 (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil / Valter Campanato / Agência Brasil)
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  • Líderes do PSD e do PL, Gilberto Kassab e Valdemar Costa Neto, articulam para ampliar suas bancadas no Congresso e influenciar a pauta, em paralelo à corrida presidencial entre Lula e seus adversários Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.
  • A janela partidária resultou em cerca de cento e vinte trocas de deputados; PL atingou 97 deputados, enquanto o PSD subiu de 47 para 49 na Câmara; no Senado, Rodrigo Pacheco e Eliziane Gama deixaram a base para outros partidos.
  • Costa Neto diz que o objetivo do PL não é apenas sustentar a candidatura presidencial, mas consolidar o partido como a maior força do Congresso, com meta de 150 deputados e 20 senadores; Kassab aposta na elasticidade do PSD para manter governabilidade.
  • Analistas veem o movimento como fortalecimento de blocos parlamentares mais do que uma simples disputa presidencial, com poder de negociação, reformas e governabilidade dependentes do tamanho das bancadas.
  • Kassab foca na capilaridade regional do PSD; Costa Neto busca alinhamento com o eleitor conservador, ambos visando ampliar a influência no Legislativo e acesso a recursos públicos.

O que acontece: Direita e centro-direita aceleram a construção de maiorias no Congresso em meio à corrida presidencial. Kassab (PSD) e Costa Neto (PL) conduziriam a estratégia, buscando ampliar bancadas e controlar orçamento e agenda legislativa.

Quem está envolvido: lideranças do PSD e do PL, com apoio de Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) como pré-candidatos. A dinâmica mira governabilidade e poder de decisão no Legislativo.

Quando e onde: processo em curso no cenário político nacional, com impactos perceptíveis já na janela partidária que reorganizou legendas e assentos no Congresso.

Por quê: o objetivo é consolidar força institucional para influenciar a escolha do próximo presidente do Congresso e, mais amplamente, a condução de reformas e prioridades de governo.

Janela partidária fortalece PL e reduzmento do espaço do PSD

A janela partidária provocou cerca de 120 trocas de deputados, fortalecendo o PL ao chegar a 97 parlamentares. O PSD ficou com saldo estável, subindo de 47 para 49 na Câmara, mas caiu de 13 para 11 no Senado, com saídas associadas a Caiado.

Costa Neto afirma que o crescimento do PL não se reduz a presidencialismo: a meta é consolidar o partido como maior força do Congresso, mirando 150 deputados e 20 senadores. Kassab sustenta flexibilidade do PSD para governabilidade.

Estratégias distintas, objetivo comum

Kassab aposta na elasticidade do PSD para manter pontes com diferentes campos, buscando governabilidade para quem vencer. Costa Neto orienta o PL ao eleitor conservador, com o objetivo de ampliar significativamente a bancada.

Analistas veem o avanço do PL ligado ao peso do sobrenome Bolsonaro, com nomes retornando à sigla para fins de candidaturas próprias. Flávio Bolsonaro é visto como ativo competitivo na frente contra Lula.

Factores de composição institucional

Entre especialistas, a lógica de Kassab e Costa Neto é ampliar bancadas, acessar recursos públicos e definir cargos. A eleição presidencial é parte do jogo, mas a direção do Legislativo é determinante para governabilidade.

Não há conclusão: o foco é descrever movimentos, não opinar. Os dois caciques buscam ampliar poder estrutural no Congresso para influenciar políticas públicas, orçamento e tempo de propaganda.

Observações de especialistas

Cientistas políticos ressaltam que Kassab e Costa Neto operam grandes máquinas partidárias, com pouca quanto eleitoral próprio, mas com forte influência institucional. A relação com governos anteriores é elemento de avaliação.

Otimistas e críticos destacam que esse jogo de força depende de alianças regionais, capilaridade e capacidade de atrair lideranças locais, além de manter o controle de blocos parlamentares para sustentar reformas.

Perspectivas de crescimento do PSD

A discussão sobre capilaridade regional é central para o PSD, que mira manter espaços e ampliar bancada. Contudo, ruídos internos na relação com governadores podem desafiar a estratégia de Kassab.

Especialistas indicam que, no atual ambiente político, o tamanho da bancada e o controle de recursos determinam a influência de cada sigla na agenda pública e na composição de políticas. Fonte: Gazeta do Povo.

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