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Empresário acusa Moraes de ação truculenta e nega vazamento de dados

Empresário Marcelo Conde contesta a prisão e acusa Moraes de operação truculenta, negando vazamento de dados sigilosos de parentes do ministro

O empresário Marcelo Conde durante lançamento do livro "A Arte da Conexão", da apresentadora Patricia Meirelles, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.
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  • O empresário Marcelo Conde afirmou ser alvo de uma “ação judicial truculenta” conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes e negou envolvimento no vazamento de dados sigilosos de parentes do magistrado.
  • O STF o aponta como foragido desde o início do mês; Conde afirma não ter sido notificado da decisão que determinou a prisão.
  • Conde disse ter ocorrido uma operação de busca e apreensão e de exposição midiática, orientada por Moraes, e afirmou que o magistrado embaralha os papéis de investigador, acusador, juiz e ofendido.
  • O empresário foi apontado como responsável por fornecer lista de CPFs e ter pago 4.500 reais em espécie para obter declarações fiscais obtidas de forma ilícita; seis mandados de busca foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
  • A Procuradoria-Geral da República informou que a investigação identificou acessos irregulares a dados de 1.819 contribuintes, entre eles pessoas ligadas a ministros do STF, do TCU, deputados, ex-senadores e dirigentes de agências reguladoras.

Marcelo Conde, empresário, afirma ter sido alvo de uma ação judicial truculenta conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele negou envolvimento no vazamento de dados sigilosos de parentes do magistrado. A denúncia envolve uma operação de busca e apreensão.

Conde sustenta que não teve acesso à decisão que determinou sua prisão. Em nota, afirma que a recusa de se defender sem conhecer a decisão fere garantias constitucionais. Ele disse ainda que o caso é conduzido de forma sigilosa.

O empresário foi alvo de seis mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Segundo o STF, ele forneceu uma lista de CPFs e pagou R$ 4.500 em espécie para obter as declarações fiscais obtidas de forma ilícita.

Conde é presidente da STX Desenvolvimento Imobiliário e da associação Rio Vamos Vencer, além de ser filho de Luiz Paulo Conde, ex-prefeito do Rio de Janeiro. Ele afirmou que as imputações são descabidas e que não participou de qualquer organização voltada a dados sigilosos.

A Procuradoria-Geral da República informou que a investigação identificou acessos irregulares a dados de 1.819 contribuintes, incluindo pessoas ligadas a ministros do STF, ao TCU, deputados, ex-senadores, ex-governadores, dirigentes de agências reguladoras, empresários e outros.

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