- Maquiador próximo a Michelle Bolsonaro, Agustin Fernandez, criticou a candidatura de Flávio Bolsonaro, destacando divisões internas no Partido Liberal e a necessidade de mudança de estratégia para alcançar as camadas populares.
- Fernandez afirmou que o estereótipo público de Flávio não conecta com o eleitorado, especialmente com trabalhadores comuns, sugerindo que a ex-primeira-dama teria maior capacidade de mobilização.
- O maquiador indicou que o ego e a vaidade poderosos dentro do grupo podem comprometer a campanha e citou a possibilidade de manter foco em um eventual segundo mandato de Lula.
- O relato também abordou o episódio da pré-candidatura de Flávio durante um período de fragilidade de saúde de Jair Bolsonaro, descrevendo a condução da imprensa e do anúncio como um momento de desgaste interno para o clã.
- No âmbito interno do PL, Michelle Bolsonaro estaria pressionada a buscar alternativas, com Tarcísio de Freitas sendo apontado como opção viável, enquanto Eduardo Bolsonaro tentou apaziguar as tensões e favorecer o diálogo entre as partes.
A passagem de Agustin Fernandez, maquiador próximo de Michelle Bolsonaro, repercutiu na avaliação interna do Partido Liberal sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. Em entrevista ao canal Iron Studios, Fernandez criticou a condução da campanha e indicou que a estratégia atual pode falhar se não houver alinhamento com o eleitorado. A fala aponta divergências entre a gestão do clã e a percepção de aliados.
Segundo o analista, o perfil de Flávio não dialoga com diferentes segmentos da população. Ele sustenta que o estilo do senador é visto como polido demais e pouco conectado a trabalhadores e trabalhadores comuns. A leitura é de que o eleitorado popular não se vê representado pela imagem do candidato.
O maquiador ainda afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teria maior capacidade de mobilização, pela tradição de capital político herdado e pela possibilidade de atrair novos apoiadores. Ele ressaltou que, sem mudança de estratégia, o cenário político poderia favorecer o grupo adversário em 2026.
A conversa também abordou o momento de fragilidade familiar envolvendo Jair Bolsonaro, com a internação ocorrida pouco antes da formação da pré-candidatura de Flávio. Fernandez descreveu a situação como um episódio de alto risco para a família, citando complicações que repercutiram entre aliados e lideranças do PL.
No âmbito interno, a decisão de apoiar Flávio, incentivada pelo patriarca, provocou uma reconfiguração na atuação de Michelle Bolsonaro. Enquanto o partido busca mostrar unidade publicamente, bastidores indicam resistência pela ex-primeira-dama a determinados nomes. Avaliações internas apontam Tarcísio de Freitas como alternativa com potencial uso político.
A própria Michelle Bolsonaro chegou a publicamente apoiar o movimento de candidatura, mas relatos de interlocutores indicam uma postura de cautela e maior ênfase em alianças estratégicas. Há quem afirme que a gestão do partido permanece marcada por um embate entre visões sobre o futuro da direita no Brasil.
Esses desdobramentos indicam uma fase de tensão interna no PL, com disputas sobre liderança, comunicação com o eleitor e a relevância de figuras ligadas ao núcleo familiar. O cenário aponta para a continuidade da discussão sobre qual caminho melhor traduz a base conservadora para 2026.
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