- Maria Corina Machado, líder da oposição, planeja retornar à Venezuela até o fim de 2026 e pediu aos Estados Unidos que acelerem a realização de eleições.
- Em entrevista à Reuters, ela afirmou que voltará em breve e que quanto mais demorar, maior o risco de agitação civil.
- A exilada disse que, com a captura de Nicolás Maduro, os venezuelanos esperam mudanças rápidas no governo e na economia, sendo o processo eleitoral o caminho para canalizar demandas pacíficas.
- Ela afirmou que o cadastro eleitoral precisa ser atualizado e que novos membros do conselho eleitoral devem ser escolhidos, o que poderia levar oito a nove meses.
- Machado está nos Estados Unidos desde dezembro, fez comício em Madrid para venezuelanos no exílio e reuniu-se com opositores espanhóis, mantendo-se afastada de encontros com o primeiro-ministro Pedro Sánchez.
A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, sinalizou retorno ao país até o fim de 2026 e pediu aos Estados Unidos que acelerem o calendário de eleições. Em entrevista à Reuters, a Nobel da Paz de 58 anos afirmou que pretende voltar em breve e destacou a importância de “eleições livres e justas” para responder à urgência popular.
Machado deixou a Venezuela em dezembro para receber o Prêmio Nobel, permanecendo no exterior após anos de atuação política. A captura de Nicolás Maduro, anunciada pelos EUA no início deste ano, gerou expectativas entre parte da oposição de que a líder poderia desempenhar papel central na administração.
Segundo a oposição, a ansiedade é de que, quanto mais demorar a realização de eleições, maior o risco de agitação civil. Machado argumentou que é necessário avançar com passos que organizem a urgência popular de forma pacífica e cívica, com foco no processo eleitoral.
Ela defendeu que o cadastro eleitoral seja revisado para incluir votantes impedidos de votar e que haja renovação do conselho eleitoral, processo que poderia ocorrer em oito a nove meses. A meta é atender demandas por mudanças na gestão pública e na economia.
Durante viagem a Madri, Machado participou de comício para venezuelanos exilados, com milhares de participantes em uma praça da cidade. A oposicionista manteve encontros com figuras da oposição de direita na Espanha, sem se reunir com o primeiro-ministro Pedro Sánchez.
A líder apontou que parte da comunidade venezuelana busca retornar ao país diante de transformações políticas e econômicas esperadas. Ela mencionou que a família sentiu impactos de sua atuação política e que acompanha o desenvolvimento tecnológico, percebendo novidades como o Uber.
Machado reiterou o desejo de retornar ao país em breve, afirmando que, apesar das dificuldades, o povo venezuelano merece um país estável e democrático. Ela apontou que sua atuação visa canalizar energia social para um objetivo claro: eleições democráticas.
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