- Monique Medeiros se entregou à polícia nesta segunda-feira (20 abr 2026), na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, após o STF restabelecer a prisão preventiva.
- Ela foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson, no Benfica, para exame de corpo de delito e audiência de custódia, e depois retornará à Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó.
- A prisão havia sido relaxada em 23 de março, após adiamento do julgamento de Monique e Jairinho; na sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes restabeleceu a prisão a pedido da Procuradoria-Geral da República.
- O caso envolve a morte de Henry Borel, de quatro anos, em 8 de março de 2021, com laudo do IML apontando 23 lesões por violência; Monique é ré acusada de homicídio e omissão de socorro, enquanto Jairinho responde por homicídio qualificado.
- A defesa de Monique afirmou que cumpre a decisão do STF e pretende apresentar agravo, além de avaliar denúncia à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos.
Monique Medeiros da Costa e Silva se entregou à polícia nesta segunda-feira (20.abr.2026), na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, RJ. O retorno à prisão foi determinado pelo STF no dia 16 de abril, após relaxamento anterior em março.
Ela foi encaminhada ao Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, zona norte, para exame de corpo de delito e audiência de custódia. Em seguida, voltará à Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, zona oeste.
Retorno à prisão e contexto
A mesma penitenciária sediou o relaxamento da prisão de Monique, em 23 de março, quando o julgamento foi adiado para 25 de maio por falhas processuais envolvendo a defesa de Jairinho.
Na sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes restabeleceu a prisão preventiva, atendendo à solicitação da PGR após reclamação do assistente de acusação Leniel Borel, pai de Henry.
Relembre o caso
Henry Borel, de 4 anos, morreu após uso de violência doméstica em 2021; Monique e Jairinho teriam levado a criança ao hospital sob a alegação de acidente. Laudo do IML apontou 23 lesões graves.
A investigação apontou que Henry era vítima de agressões repetidas; Monique é acusada de homicídio e omissão de socorro, Jairinho de homicídio qualificado.
Defesa de Monique Medeiros
O advogado Hugo Novais informou que a entrega ocorreu em cumprimento à decisão do STF. A defesa apresentou dois embargos de declaração ao ministro Gilmar Mendes, sem detalhes divulgados de um deles.
Novais disse confiar no julgamento marcado para 25 de maio e afirmou que Monique tem interesse essencial no desfecho, esperando absolvição para Jairinho ser condenado.
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