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Moraes e Cármen Lúcia votam pela condenação de Eduardo Bolsonaro

Condenação de Eduardo Bolsonaro a um ano de detenção em regime aberto e 39 dias-multa, por difamação contra Tabata Amaral, com votação aberta e prazo para os votos restantes

Ação diz respeito a postagem de 2021 sobre projeto de distribuição gratuita de absorventes. (Foto: Gage Skidmore/CPAC; Renato Araújo/Câmara dos Deputados)
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  • Moraes e Cármen Lúcia votaram pela condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral, em plenário virtual da Primeira Turma do STF.
  • Placar está em dois votos a zero pela condenação, ainda faltando os votos de Cristiano Zanin e Flávio Dino.
  • Relator, Alexandre de Moraes, entendeu que houve crime após Eduardo Bolsonaro publicar informações sobre o projeto de absorventes, sugerindo benefício ilícito a terceiros.
  • Moraes afirmou que houve materialidade e autoria do crime, destacando que as publicações foram feitas de forma livre e consciente com intuito de atingir a honra da deputada.
  • A pena prevista pelo relator é de um ano de detenção em regime aberto, acrescida de 39 dias-multa de dois salários mínimos cada; destacou que não há possibilidade de substituição por medidas alternativas.

Os ministros do STF votaram pela condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral. O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma, aberto desde a sexta-feira (17). Moraes e Cármen Lúcia já proferiram seus votos.

Relator, Moraes sustentou que a difamação ficou comprovada pela veiculação de publicações sobre o projeto de distribuição de absorventes. Afirmou que Eduardo Bolsonaro imputou à autora um fato ofensivo à reputação, de forma deliberada.

A pena proposta pelo relator é de 1 ano de detenção, em regime aberto, acrescida de 39 dias-multa, cada um no valor de 2 salários mínimos. Segundo Moraes, não cabem substituições por medidas alternativas devido ao local incerto e não sabido do réu.

Cármen Lúcia já votou a favor da condenação, mantendo o placar em 2 a 0. Ainda faltam os votos dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino, que compõem a mesma Turma. O julgamento deve ser concluído até o dia 28.

Tabata Amaral é a vítima indireta das acusações, ligadas a um projeto de lei voltado a políticas públicas. Eduardo Bolsonaro é ex-deputado federal, réu na ação penal por difamação movida pela parlamentar.

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