- Fernanda Bolsonaro afirma em vídeo que Flávio é “Bolsonaro moderado” e diz que o reeducou.
- O senador, pré-candidato à Presidência, tem adotado discurso identitário e apelos ao eleitorado feminino para reduzir rejeição associada ao pai, Jair Bolsonaro.
- Flávio comenta que é “Bolsonaro moderado” e diz que Deus o deixou preparado para o momento.
- Pesquisa Genial/Quaest aponta queda de quem vê Flávio como mais moderado que a família; 45% dizem que ele não é mais moderado, enquanto 39% o veem como mais moderado.
- Em março, ele pediu defesa enfática das mulheres em ato na Paulista e apoiou projeto que equipara misoginia a racismo, provocando críticas da direita.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, divulgou nas redes sociais um vídeo em que sua esposa, Fernanda Bolsonaro, o classifica como “Bolsonaro moderado” e afirma que o marido foi “reeducado” por ela. Flávio comenta que tem princípios alinhados aos da família, mas destaca que cada pessoa é única.
Fernanda afirma ainda que o povo pode esperar um presidente com garra para defender o país e a Justiça. No diálogo, Flávio relata como conheceu a esposa e mostra a rotina com as filhas, sem detalhar propostas específicas. O vídeo foi publicado após o anúncio da pré-candidatura.
Moderado ou não?
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada recentemente aponta queda na percepção de moderade do parlamentar em relação aos familiares. 45% veem o político como menos moderado que Jair Bolsonaro e irmãos, ante 48% em março. A parcela que o considera mais moderado subiu para 39%.
Depois de anunciar a candidatura com apoio do pai, Flávio afirmou ter princípios semelhantes aos do ex-presidente, mas ressaltou que não há repetição de atitudes. Em entrevista, o senador citou discordâncias passadas com o pai, reforçando a ideia de um caminho próprio.
Ações e posicionamentos
Em março, durante uma manifestação em São Paulo, Flávio destacou a necessidade de defesa firme das mulheres e citou a família para ilustrar sua posição. O discurso privilegiou questões de violência contra mulheres, sem avançar em propostas específicas no vídeo divulgado.
No mesmo mês, o parlamentar votou a favor de proposta que equipara misoginia a crime de racismo, recebendo críticas de aliados do bolsonarismo. A medida, aprovada por unanimidade no Senado, foi alvo de oposição que alega risco de divisão entre homens e mulheres.
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