- Paulo Figueiredo afirma que Lula está cavando confusão com os EUA para salvar a sua campanha.
- Ele diz que Lula se apoia na ideia de que tarifas anunciadas por Donald Trump ajudaram Lula e provoca o governo americano semanalmente.
- Segundo o bolsonarista, Lula entrou em modo de pânico após pesquisas mostrarem crescimento de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto.
- Não há data marcada para o encontro entre Lula e Trump; segundo Figueiredo, não há previsão no Departamento de Estado.
- Lula disse que não teme intervenção dos EUA e que isso poderia até ajudá-lo na reeleiçao; o vice-presidente americano acompanhou eleições na Hungria, onde Orbán deixou o cargo após 16 anos.
Paulo Figueiredo, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista ao Contexto Metrópoles nesta segunda-feira (20/4) que o presidente Lula está cavando confusão com os EUA para tentar salvar sua campanha, que ele classifica como em queda. A fala foi veiculada no programa Contexto Metrópoles.
O influencer alega que o governo brasileiro se apoia na ideia de que o anúncio de tarifas feito pelo ex-presidente Donald Trump teria melhorado a popularidade de Lula, desencadeando uma série de declarações do presidente brasileiro contra os EUA. A leitura dele é de que o gabinete de Lula usa esse recorte para pressionar Washington durante a campanha.
Segundo Figueiredo, o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação, e Lula estariam convencidos de que as tarifas ajudaram a recuperação de Lula. Ele diz haver uma sequência quase semanal de críticas ao governo americano por parte do presidente brasileiro.
Para o comentarista, o atual governo estaria em modo de alerta após pesquisas que indicam crescimento de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto. Ele afirma ainda que Lula poderia estar dificultando a relação com os EUA, o que, na visão dele, teria potencial para adiar eventual reunião entre Lula e Trump.
Não há data marcada para um encontro entre Lula e Trump, segundo o jornalista. A ausência de confirmação é atribuída por Figueiredo a uma falta de previsão dentro do Departamento de Estado dos EUA, embora não descarte a possibilidade de ocorrer.
O analista acrescenta que, na avaliação de Brasília, o governo americano poderia responder com tarifas, mas, na visão dele, as chances disso ocorrer agora seriam próximas de zero. Ele aponta ainda a hipótese de que Lula poderia buscar reações públicas, mantendo o tema em pauta.
Lula já havia comentado o tema recentemente, ao sinalizar não temer intervenção externa nas eleições de outubro, e sugeriu que tal intervenção, se existisse, poderia até beneficiá-lo. O presidente mencionou também a viagem do vice-presidente dos EUA, JD Vance, à Hungria para apoiar Viktor Orbán.
O pleito húngaro, no fim de semana, encerrou o mandato de 16 anos de Orbán, considerado por críticos como autoritário. O desfecho ganhou impacto internacional, com reflexos sobre alianças políticas e percepções sobre intervenções externas em eleições.
Entre na conversa da comunidade