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PF aponta que MC Ryan usou Deolane para lavar dinheiro de apostas do PCC

PF aponta Deolane Bezerra como conta de passagem em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, com apostas clandestinas de R$ 1,6 bilhão

Influenciadora é citada na Operação Narco Fluxo por suposto envolvimento com movimentação de R$ 1,6 bilhão de plataformas de apostas clandestinas; Estadão busca contato com a defesa
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  • A Polícia Federal investigou a Operação Narco Fluxo e apontou MC Ryan SP como líder de um esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas clandestinas e ao PCC.
  • Deolane Bezerra é citada como uma das operadoras do esquema, atuando como “conta de passagem” para movimentar recursos estimados em R$ 1,6 bilhão.
  • A PF mostrou que Deolane recebeu, entre 14 de maio e 30 de junho de 2025, cerca de R$ 430 mil de MC Ryan SP, alegadamente referente à venda de veículo.
  • As autoridades apontam que as transações entre Ryan e Deolane teriam o objetivo de consolidar fluxo de caixa ilícito e limpar imagem de ativos de alto valor.
  • A movimentação de Deolane, de acordo com a PF, somou cerca de R$ 5,3 milhões entre 14 de maio e 30 de junho de 2025, com parte vindo da própria agência de publicidade da influenciadora.

A Polícia Federal investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e a organizações criminosas, com participação de figuras do universo das apostas. Segundo o inquérito da Operação Narco Fluxo, Deolane Bezerra é citada como possível operador de uma rede de ocultação de ativos vinculada ao líder conhecido como MC Ryan SP. A PF aponta que a influenciadora atuaria como uma “conta de passagem” para movimentar recursos de plataformas de apostas clandestinas, totalizando cerca de R$ 1,6 bilhão.

A operação, deflagrada na última quarta-feira, 15, cumpriu mandados relacionados a integrantes de um grupo que, segundo autoridades, movia recursos alternando operações de rifas, apostas e serviços de publicidade. Deolane Bezerra, com ampla presença digital, estaria entre os alvos de investigação, conforme o material obtido pela reportagem do Estadão.

A PF afirma que houve transferência de R$ 430 mil entre 14 de maio de 2025 e 30 de junho de 2025, supostamente recebida pela influenciadora de MC Ryan SP. Os agentes entendem que esse valor não tinha justificativa comercial óbvia e seria parte de uma engrenagem de lavagem de dinheiro, articulada para ocultar recursos provenientes de atividades criminosas.

Em nota da defesa de MC Ryan SP, os advogados afirmaram que todos os valores que circulam nas contas do funkeiro possuem origem comprovada e passam por controle tributário. A PF, no entanto, sustenta que as transações entre Deolane e Ryan demonstram fluxo de caixa de uma produtora de shows aliado a receitas de apostas e rifas, irrigando contas de aliados sob investigação.

O relatório da PF aponta que Deolane operou com características de “conta de passagem”, com movimentação de R$ 5,3 milhões entre 14 de maio e 30 de junho de 2025. Parte desse montante, R$ 4,8 milhões, viria de investimentos da própria agência de publicidade da influenciadora, conforme o levantamento policial.

Segundo as autoridades, a dinâmica entre Deolane Bezerra e MC Ryan SP evidencia um ecossistema financeiro que facilitaría a lavagem de recursos do crime organizado e do tráfico, com ligações ao PCC. A PF observa que as operações entre as partes seriam usadas para aquisição de bens de alto valor e para a supressão de evidências de origem lícita.

A reportagem do Estadão teve acesso ao relatório da PF utilizado na Narco Fluxo. O espaço para defesa de Deolane Bezerra está aberto, e ainda não há pronunciamento público da influenciadora sobre o tema. A operação continua recebendo informações de investigadores e fontes oficiais.

A PF reiterou que o objetivo é desarticular a montagem financeira do esquema, que envolve diferentes atores e plataformas, com várias frentes de atuação ligadas à lavagem de dinheiro e à ocultação de ativos. A investigação busca esclarecer a origem e o destino de recursos associados a apostas ilegais e atividades correlatas.

Caso haja novos desdobramentos, a, Polícia Federal, autoridades judiciais e as defesas devem apresentar novos dados. A apuração permanece em curso, com a coleta de provas e o cruzamento de informações financeiras para traçar o alcance do esquema investigado.

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