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Zema na mira: relembre políticos atingidos pelo inquérito das fake news

Pedido para incluir Romeu Zema no inquérito das fake news reacende debate sobre prorrogação das apurações e vínculos com milícias digitais

O ex-deputado Daniel Silveira, em foto no sistema prisional do Rio de Janeiro: condenação por envolvimento em atos antidemocráticos
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  • O inquérito das fake news, criado para investigar ameaças a ministros do STF, voltou a ganhar destaque após pedido de inclusão de Romeu Zema, feito pelo ministro Gilmar Mendes, por uma animação que simula conversa entre Zema e Dias Toffoli.
  • O episódio reacendeu críticas sobre a continuidade do inquérito, com aliados de Jair Bolsonaro citando um ofício da OAB que pede o encerramento de investigações de duração indefinida.
  • O Senado aprovou a prorrogação das apurações até 2027, em plenário, conforme decisão do STF.
  • Entre os principais investigados no inquérito, está Jair Bolsonaro, incluído em 2021 por questões ligadas a ataques sem provas à lisura das urnas, além de ter condenação ligada aos atos de 8 de janeiro de 2023.
  • Outras referências relevantes incluem Daniel Silveira, condenado pelo Supremo, Allan dos Santos, foragido nos EUA, e outros deputados que já sofreram quebras de sigilo e mandados de busca e apreensão.

O inquérito das fake news, criado para apurar notícias falsas e ameaças a ministros do STF, voltou a mover-se nesta segunda-feira, 20. O ministro Gilmar Mendes solicitou a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, na investigação, após a divulgação de uma animação que mostra uma suposta conversa entre ele e o ministro Dias Toffoli sobre o inquérito do Banco Master. A peça volta a ser alvo de críticas sobre a continuidade do inquérito e seus custos temporais.

Além disso, aliados de Jair Bolsonaro têm apontado para um possível prolongamento do inquérito. A defesa cita um oficio da OAB, assinado pelo presidente da entidade, que pede o encerramento de investigações de duração indefinida e com alargamento de escopo. O Supremo validou, neste ano, a prorrogação das investigações até 2027, por votação de 10 a 1.

Relembre os nomes mais conhecidos vinculados ao inquérito desde sua abertura, em 2019. Em 2021, Jair Bolsonaro foi incluído por Moraes, sob suspeitas de calúnia, difamação, incitação ao crime e associação criminosa, com base em ataques à lisura do processo eleitoral. A condenação atual do ex-presidente envolve tentativas de golpe em eventos de 8 de janeiro de 2023.

Daniel Silveira foi preso em 2021, inicialmente sob o âmbito de atos antidemocráticos. O Supremo o condenou a 8 anos e 9 meses por ameaçar o Estado Democrático de Direito e coação no processo, após vídeo em que defendia o AI-5 e a destituição de ministros do STF.

Allan dos Santos, blogueiro da rede bolsonarista, está foragido desde 2021, com ordem de prisão preventiva por participação no inquérito das fake news. A defesa aponta risco de continuidade dos crimes e indícios de atuação sistemática contra instituições democráticas.

Entre outros investigados, foram determinados quebras de sigilo bancário e fiscal, além de mandados de busca e apreensão. Figuras políticas como Bia Kicis, Carla Zambelli, Luiz Philippe de Orleans e Bragança e Filipe Barros passaram por esses mandados; deputados estaduais de São Paulo incluíram Gil Diniz e Douglas Garcia. Todos pertenciam ao PSL e hoje atuam pelo PL.

O inquérito também envolve, de forma paralela, ações que deram origem a investigações sobre milícias digitais. Ao longo de sua trajetória, o caso já resultou em prisões, bloqueios de contas e diversas medidas judiciais relacionadas a desinformação. As informações oficiais permanecem sob apuração e serão comunicadas conforme evoluírem as investigações.

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