- O advogado-geral da União, Jorge Messias, inicia nesta quarta-feira, 22, a sabatina no Senado em busca de apoio e para evitar surpresas, mesmo com avaliação interna de votos suficientes.
- Para ser aprovado ele precisa de maioria absoluta, ou seja, 41 votos; o governo está otimista após um período de tensão com o Congresso.
- Historicamente, desde a redemocratização, apenas cinco indicados foram reprovados, todos em 1894; desde então o Senado não rejeita nome para o Supremo.
- Aliados estimam margem entre 48 e 52 votos; a oposição é mais cética e projeta cerca de 35 votos favoráveis.
- Entre ministros mais bem votados na história, destacam-se Luiz Fux (68), Ellen Gracie (67) e Joaquim Barbosa (66); entre os com mais contrários aparecem Mendonça (32) e Dino (31).
O advogado-geral da União, Jorge Messias, retoma nesta quarta-feira (22) o giro pelo Senado, em busca de apoio para sua sabatina ao STF. A operação visa consolidar votos e evitar surpresas, mesmo com avaliação de que já poderiam haver caminhos para a aprovação.
A intenção é “carimbar” apoios entre senadores, em meio a expectativas de que o indicado pelo Planalto encontre menos resistência. O governo permanece otimista, após momentos de tensão com a Casa.
Contexto histórico
Levantamento da CNN Brasil mostra que, desde a redemocratização, nomes indicados ao STF não costumam ser barrados. Em 1988, o Senado aprovou 45 votos para o ministro Francisco Rezek.
Entre os dados históricos, apenas cinco indicados foram reprovados, todos em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto. Afastamentos nesse período foram mais frequentes que nos últimos anos.
Cenário atual e projeções
Messias precisa, portanto, de maioria absoluta no Senado, ou seja, 41 votos. Aliados estimam margem entre 48 e 52 votos, conforme apuração da CNN Brasil.
A oposição, por sua vez, projeta cenário mais desfavorável para Messias, prevendo possibilidade de menos de 35 votos favoráveis. O resultado depende de negociações e alianças nos próximos dias.
Histórico de votos ao STF
O ministro com mais votos favoráveis foi Luiz Fux, em 2011, com 68. Outros indicados de peso histórico alcançaram entre 66 e 67 votos, como Joaquim Barbosa e Ellen Gracie. Houve casos de alta discordância, como Edson Fachin (2015) com 27 contrários.
Entre as recusas mais significativas, destacam-se Mendonça (2021) com 32 contrários e Dino (2023) com 31 contrários, evidenciando que abstenções e oposição variam conforme o perfil do indicado.
Detalhes dos votos ao STF desde 1989
A seguir, o retrato de votações históricas mostra padrões de apoio que ajudam a entender o atual momento político. Sepúlveda Pertence, Celso de Mello e outras indicações receberam cálculos diferentes de votos a favor, contrários e abstenções.
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